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Escrita por Guilherme Brum.
Episódio 006
Cena 01: Continuação imediata do Capítulo anterior
Quando Priscila se aproxima do semáforo que fica na altura do Cemitério da Filosofia, dois carros vem em alta velocidade e param de frente pra Priscila
Priscila: JESUS! O que está acontecendo?!
Rafael: Calma mãe, vamos ficar calmos
(Dois homens descem do carro com armas na mão e vão até o banco traseiro, onde está Rafael, ele abre a porta e vai puxando o braço de Rafael)
Homem 1: DESCE DO CARRO AGORA RAPAZINHO, VOCÊ VAI VIM COM A GENTE
(Priscila fica com a respiração acelerada, Ieda olha firmemente para o sequestrador. Rafael olha espantado. Close no assaltante com a touca ninja)
Priscila: NÃOOOO! RAFAEEEELLL!
(Priscila desce do carro, Rafael é puxado e jogado num carro preto a sua frente, Priscila tenta impedir mas é jogada violentamente no chão por um dos assaltantes. Rafael tenta se livrar deles mas leva uma coronhada na cabeça, sua mãe tenta ir pra cima deles mas tem uma arma mirada na cabeça, Rafael olha pra ela e fala chorando. Ieda está paralisada e sua expressão é de pavor)
Rafael: Mãe! Para, para por favor! A arma dele tá carregada, não faça nada! Pare por favor! Vai ficar tudo bem!
(Priscila olha para o filho e começa a chorar, todos entram no carro, Priscila começa a bater na porta do carro desesperada junto com Ieda, o carro acelera e sai, Priscila cai no chão chorando e a população que via tudo de longe agora se junta perto de Ieda e Priscila)
Ieda: PRISCILA! Entra no carro agora!!!!
(As duas correm para dentro do carro e saem de lá em alta velocidade)
Ieda: Nós vamos achar achar eles, essa pista é uma reta, não tem rua que eles possam fugir.
Priscila: Vou ligar pra polícia.
Ieda: Faz bem! Faz bem!
Priscila: Maldito dinheiro! Preferia morar debaixo do viaduto do que estar nessa situação.
Ieda: Você lembra a placa do carro?
Priscila: Não, não prestei atenção nisso.
Ieda: Puta que pariu! Não vejo nenhum carro parecido! Eles conseguiram fugir, nós demoramos muito. Vamos na delegacia.
Priscila: Ieda eu não aguento mais, não posso ficar sem meu filho, não quero ficar longe do meu Rafael.
(Celular de Priscila toca, é Helena)
Priscila: (chorando) Oi mãe
Helena: Filha, Você já chegou? Preciso que você venha direto pro Ana Costa, seu pai foi atropelado
Priscila: Tá bom mãe, eu ainda não cheguei, tou no trânsito parada, já já chego e vou direto aí
Helena: Tá tudo bem? Você tá com uma voz de choro, cadê o Rafael?
Priscila: Tá… tá tudo bem sim, eu só tou cansada, o Rafa tá dormindo lá atrás!
Helena: Tá bom então, te amo filha
(Priscila desliga o celular)
Ieda: Fez bem em não ter contado, sua mãe é cardíaca, não pode passar nervoso, o que houve? Ouvi algo sobre seu pai
Priscila: Ele sofreu um acidente.
(Priscila deita o banco do carro, Ieda faz o retorno de frente ao posto e chega na rua da Delegacia)
SEDENTO
Cena 02: Hospital Ana Costa - Ala 212 - leito 31 - Helena está sentada na poltrona junto com Fabiano à espera de Jair em seu quarto, inquieta ela se levanta.
Helena: Fabiano, aconteceu alguma coisa! Sua irmã estava chorando e estava nervosa no telefone, não tou com um pressentimento bom viu.
Fabiano: Aí mãe, não aconteceu nada, o Rafael chegou no Brasil e não tem o porque dela estar chateada!
Helena: Aconteceu alguma coisa, eu tenho certeza absoluta disso! E é pelo Rafael ter chegado que realmente não tem o porque dela estar assim, meu filho, que nada tenha acontecido com ele.
Fabiano: Ela foi com a Ieda né? Ieda é uma segunda mãe dela, mesmo após a morte do Francisco a amizade delas não se abalou, parece que ficou foi mais forte.
Helena: Graças a Deus, Ieda não deixaria nada acontecer com eles, a coitada ama muito aqueles dois lá, eles são parte da família dela né?
Fabiano: Sim, família também são aqueles que sempre estão conosco, independentemente de ser de sangue ou não.
Cena 03: Barraco de madeira - Os sequestradores chegam num barraco abandonado no meio da mata, Rafael que estava vendado e amordaçado é é empurrado do carro e jogado no chão, todos dão risadas dele
Homem 1: Olha aí, o filhinho de papai, quem diria hein? O tão falado Rafael, que morava no Canadá, agora está jogado num barraco de madeira no meio do mato.
Homem 2: Cara, filhinho de mamãe ele, esqueceu que ele não tem pai?
Homem 1: É mesmo né? Desculpinha bebê
Cena 04: Apartamento de Priscila - Priscila entra em casa batendo à porta de raiva. Ieda entra logo atrás
Ieda: Mulher calma, ficar nervosa não vai adiantar, você tem que se acalmar pra pensar direito
Priscila: ESSA MERDA DESSE BRASIL, nada funciona direito, nada! Segurança pública não temos nenhuma, e quando ocorre algo conosco fica a Deus dará, eles sempre enrolam, agora se eu molhasse a mão deles, rapidinho esses vagabundos fariam alguma coisa.
Ieda: Priscila, o que você quer que eles façam? Se nem a placa dos carros e os rostos dos bandidos nós vimos? O processo é assim mesmo, eu também estou mega chateada, mas infelizmente nós vamos ter que esperar, eles falaram que iam analisar as câmeras de segurança da rua, iam atrás de carros igual ao que descrevemos, agora só nos resta esperar uma ligação ou a polícia dar novidades, entendo o seu nervosismo, mas não precisa esculhambar o país também né?
Priscila: Eu tou nervosa, eu tou… aí meu Deus Ieda, que inferno! Desde que o Francisco morreu eu não tive paz, não tive sossego, sempre teve esse alguém atrás desse maldito dinheiro, a ganância me da nojo! Ainda bem que tenho você é minha mãe viu!
Ieda: Minha amiga, vai dar tudo certo, o Rafael vai voltar pra gente
Cena 05: Morro Nova Cintra - Barraco - Mostra Rafael desvendado, porém amordaçado, um homem chega e puxa a fita da sua boca com rapidamente
Rafael: Desgraçado! O que é que você quer? Quem foi que mandou vocês fazerem isso?
Homem 1: Olha aí, a putinha aqui quer saber quem é a chefia.
Homem 02: Coitadinho dele, vamos dar água a nossa visita.
Rafael: Eu preciso ir no banheiro.
Homem 01: Qual é? Você acha que eu não sei que você vai dar o truque da Atena? Acha mesmo que não assisto novela?
Rafael: Meu avô que armou isso tudo né?
Homem 02: Seu avô?... (gargalhada) seu avô é o mais inocente que tem na sua família
Rafael: então quem é que mandou você executar esse serviço?
(Os dois homens se olham)
Homem 01: Pensa, você sabe muito bem quem foi… Quem sempre foi que esteve com você? Desde o começo de tudo?
(Close em Rafael, ele olha seriamente para os dois homens a sua frente)
Fim do Episódio
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