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Escrita por Guilherme Brum.
EPISÓDIO 007
Cena 01: Casa de Priscila - Priscila está sentada no sofá com as mãos na cabeça e chorando, Ieda vem da cozinha com uma xícara de chá
Ieda: Tá aqui, toma um chá pra você se acalmar um pouco
Priscila: Não quero!
Ieda: Anda Mulher! Deixa de eguagem e toma esse chá!
Priscila: Ieda, por favor, eu não quero, quero apenas o meu filho! Só isso que eu quero! Mais nada.
Ieda: Minha amiga! Eu te entendo perfeitamente, só que saco vazio não para em pé, Voa! E você precisa comer… tomar algo, anda Pri, faz esse esforço pelo seu filho, ande!
Priscila: Tá bom, me dá aqui!
(Priscila começa a beber o chá, o telefone toca)
Ieda: Deixa que eu atendo!
(Priscila larga o chá no canto do sofá, Ieda atende o telefone)
Ieda: Alô
(Ninguém responde, ouve-se uma respiração cansada)
Ieda: Alô, Rafael, é você?
(Priscila corre e pega o telefone da mão de Ieda)
Priscila: RAFAAAAAAAELL
(A respiração para)
MÃAAAEEEEEEEEEEE
(A ligação cai, Priscila cai no chão, Ieda arregala os olhos e se ajoelha perto de Priscila)
Priscila: Iedaaaaaaaaaaaaa, era ele! Era ele Ieda, era o meu filho! Ieda vamos ligar para a polícia!
Ieda: Como assim mulher? O que ele disse?... Priscila!
SEDENTO
Cena 02: Hospital Ana Costa - Quarto de Tadeu - Helena está sentada na poltrona, Tadeu acorda lentamente, ela se levanta e vai até a cama dele. O celular de Helena começa a apitar, ela pega o telefone e chega dois torpedos, ela lê as mensagens
Mensagem 1 - Eu sei que ele acordou viu, acabei de passar por aí!
(Helena vai até a porta do quarto, ela põe a cabeça pra fora, olha de um lado pro outro, e só enfermeiras e pacientes passando. Ela volta para o quarto e fecha a porta)
Mensagem 2 - Eu também sei de tudo o que você fez sua velha safada!
(Helena liga para Fabiano)
Helena: Fabiano, vem pra cá agora!… Não quero saber, ande logo, eu vou precisar dar uma saída, RÁPIDO!
(Helena desliga o celular)
Helena: Tadeu, porque será que eu estou tão desconfiada… Tá acontecendo alguma coisa muito sinistra… Eu não tou gostando nem um pouco desse clima viu! Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, tá tudo muito estranho
(Tadeu começa a querer falar, porém ele só geme de dor, Helena corre e aperta o botão de urgência que é para chamar enfermeiros, ela fica de pé diante de Tadeu)
Helena: Tadeu, fica quieto homem, você não vê que se agitando desse jeito vai acabar piorando?
(A enfermeira chega, Helena vai até a enfermeira que está parada na porta do quarto)
Enfermeira: Pois não? O que o paciente tem?
Helena: Minha querida, eu apertei o botão de urgência, você realmente sabe para o que serve ele?
Enfermeira: Sei sim, mas não precisa ficar assim tá? Senão quem fica doente é você.
Helena: Então anda! Faça seu serviço, não vê que meu marido tá cheio de dor? E não tem como eu me acalmar, você não sabe nem um terço do ocorrido tá?
(A enfermeira corre toda atrapalhada para pegar o remédio)
Helena: Vai ser burra assim lá no inferno, era pra essa tinta ter vindo com as medicações já.
(Helena volta até Tadeu e lhe dá um beijo na testa)
Cena 03: Vista Aérea de Santos - a cidade toda aparece agora sob a luz da lua - Mostra o centro da cidade iluminada pelas luzes alaranjadas dos postes antigos - Avenida Ana Costa - Avenida Bartolomeu de Gusmão - Morro da Nova Cintra
Cena 04: Cativeiro - Rafael está no chão deitado com a perna acorrentada, um de seus sequestradores dorme numa poltrona. Rafael o olha, ele observa toda aquela sala, a televisão está ligada, ele vê uma cena de novela, um jovem narrando sua história e ao mesmo tempo se cortando em seu banheiro.
*O celular de Tony toca.
Tony - É meu amigo Wellington. Eu vou sair. Quando você tomar vergonha na cara, se levante desta cama e vá respirar.
Tony se levanta e sai.
Emerson - (Chorando) Eu preciso de ajuda, preciso de ajuda.
Emerson caminha até o banheiro, pega sua navalha e volta a cortar seus pulsos. O sangue escorre por todo o braço e respinga no chão.*
(Só é possível ouvir três coisas, Os personagens da novela, o ventilador velho e por fim, os batimentos cardíacos de Rafael. Ele se levanta lentamente e caminha com sua perna acorrentada até a poltrona, que não está nada longe dele. Ele vê a chave na mão daquele homem velho que dorme como um velho moribundo, Rafael então sorrateiramente pega a chave, o sequestrador dá uma fungada como se fosse acordar. Rafael se afasta, se abaixa e abre a corrente que o prende, ele vê uma lanterna e a pega, lentamente ele caminha até a porta, só que, ele acaba pisando num assoalho velho que faz um barulho nem um pouco discreto, o sequestrador que dormia acorda.)
Sequestrador: FILHO DA PUTA!
(Rafael sai correndo e bate a porta, o homem vem logo atrás, a noite escura dificulta um pouco a visão. Rafael então corre pra dentro da mata, ele liga a lanterna e continua correndo)
Sequestrador: VOLTA AQUI SEU FILHO DA PUTA DESGRAÇADO!
(Ele tira uma arma do bolso e tenta mirar em Rafael, um tiro é disparado porém não acerta o jovem que continua a correr, Rafael então tropeça num tronco de árvore que estava caído no meio do caminho, o homem se aproxima porém ele consegue correr um pouco mais e se esconder atrás de uma grande árvore no meio daquela mata)
Sequestrador: Eu vou te achar seu moleque desgraçado, APAREÇA JÁ, PESTE!
(Rafael procura respirar silenciosamente para não ser achado, ouve-se passos em sua direção, mas de repente o silêncio paira naquela área da mata fria e escura, só é possível ouvir barulho dos grilos, Rafael segura a lanterna que está desligada firmemente em sua mão, ele ouve uma respiração perto dele, o coração de Rafael acelera)
(Close no rosto de Rafael)
Fim do Episódio
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