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Escrita por Guilherme Brum.
Episódio 004
Cena 01: Close no Avião - Mostra toda a aeronave pelo lado de fora- {Dentro do Avião}
Rafael está sentado enquanto os passageiros saem, ele se levanta, pega sua mochila, um homem passa e esbarra nele, um papel cai
Rafael: Ei, deixou seu papel cair
(O homem vai embora, Rafael se abaixa, pega o papel, ele desce do avião e decide abrir o papel para ler)
Rafael: “Olha só quem está de volta para casa, seja bem vindo de volta, só um conselho, cuidado em quem você confia, a pessoa que você menos espera, foi a que traiu você e sua mãe”
(Rafael olha para todos os lados)
Foca em Rafael andando e observando cada pessoa ali no Aeroporto
Rafael: Vai começar de novo esse inferno?!
(Rafael caminha até a escada rolante que fica ao lado de uma lanchonete, ele desce a escada e anda até a esteira de número 5, ele fica lá à espera de sua mala, até que aparece a sua mala de rodinhas preta com vermelho, ele pega e sai andando em direção ao portão de saída, ele passa e vê sua mãe e sua tia Ieda, que é madrinha dele. Priscila é Ieda correm. Rafael é abraçado por sua mãe )
Priscila: Meu filhoooo! Que saudades eu estava de você!
Rafael: Eu também senti sua falta mãe! Benção madrinha
Ieda: Deus te abençoe meu filho!
(Ieda e Rafael se abraçam)
Priscila: Mas filho me conta, como foi de viagem? Você só avisou que ia voltar ao Brasil ontem!
Rafael: Eu tenho meus motivos mãe. Inclusive, quero conversar com vocês duas sobre esse motivo viu!
Priscila: E o que aconteceu com você pra vim às pressas pro Brasil?
Rafael: Quando chegarmos em Santos falamos sobre isso ok?
Ieda: Tudo bem meu amor, vamos deixar isso pra depois né? Vem cá, sua madrinha aqui fez aquela feijoada do jeitinho que você gosta!
Rafael: Madrinhaaaa! Não me fala isso, tou morrendo de fome sabia?
Ieda: Então vamos lá meu filho, vamos apertar os passos!
Foca nos três saindo do aeroporto e entrando no carro
SEDENTO
Cena 02: Gonzaga - Apartamento de Helena - Helena entra em casa com umas sacolas de mercado, Tadeu está sentado no sofá
Tadeu: Onde tu tava Helena?
Helena: Fui ao mercado, o nosso neto chega hoje lá do Canadá.
Tadeu: Eu deixei você sair por acaso?
Helena: Tá achando o que Tadeu? Tá pensando que manda em mim é isso?
Tadeu: Eu não penso, eu tenho é certeza!
Helena: Abaixa sua crista, por muito tempo eu aguentei humilhação sua, agora não mais!
(Tadeu se levanta e vai furioso pra cima de Helena, Fabiano chega.)
Fabiano: EPAAAAAA, O QUE É ISSO PAI? SAI DAÍ AGORA!
(Tadeu olha pra Fabiano)
Tadeu: Moleque malcriado, tu devia era ter apanhado quando pequeno! Vou me arrumar e sair da droga dessa casa, vocês vão se arrepender de tudo!
(Tadeu entra para o quarto e bate a porta)
Fabiano: Mãe, ele tá demais, a senhora não pode mais ficar sozinha aqui com ele não viu.
Helena: Fabianinho, o dia que eu voltar a ter medo do seu pai, pode ter certeza que o mundo vai se acabar!
Fabiano: Tá…, quando é que Rafael chega?
Helena: Daqui a pouco, sua irmã disse que ele já desembarcou lá em Guarulhos e que já já chega aqui com ele.
Fabiano: Que bom que ele voltou né? Tem que ficar perto da família dele, não isolado numa floresta de neve.
Helena: Também acho meu filho, mas fazer o que né? Era o sonho dele estudar lá, só não entendo o porquê dele ter voltado antes do tempo.
Fabiano: Vai ver ele tava com Saudades né mãe?
Helena: É, vai ver é isso mesmo.
Cena 03: Rodovia dos Imigrantes - Descida para Santos - Priscila, Ieda e Rafael estão calados, o silêncio então é interrompido por Rafael
Rafael: Mãe, Madrinha, vocês alguma vez já receberam alguma carta anônima de alguém? Ameaçando vocês?
Priscila: Como assim?
Ieda: Eu acho que sei do que ele está falando Priscila, são sobre aquelas cartas que recebíamos quando o seu advogado falou que em breve o dinheiro do Seguro de Francisco poderia sair.
Rafael: Eu acho que é sobre isso mesmo, esses últimos dias lá em Ottawa, eu recebi umas cartas, dizendo que ia sequestrar você mãe, é que você só sairia viva se eu desse todo o dinheiro pra eles
Priscila: Que história é essa meu filho?
Rafael: Mãe, tem gente de olho nesse dinheiro que vai sair de meu pai, e é gente conhecida nossa.
Ieda: Será? Acho que não viu Rafael…
Rafael: Se não fosse gente conhecida, como que iria saber meu endereço lá no Canadá? Meu endereço e número de telefone? Como ia saber minha rotina? Esse mãe, é o verdadeiro motivo por eu ter voltado pro Brasil, tem coisa muito estranha na morte de meu pai. Essa história que a senhora me conta que ele foi soterrado na soja, tá estranha, sabe porque? Porque pelo o que a senhora me disse, todos lá naquela empresa sabiam que meu pai estaria trabalhando nas tubulações de soja pra não haver entupimento, sendo assim, como alguém liga uma máquina, é só desliga quando ele está dentro da soja?
Priscila: Eu concordo com você filho, mas essa foi a história que a polícia nos deu, passou até nos jornais da época.
Ieda: Realmente, isso tá muito estranho mesmo gente, mas o que podemos fazer? Já fazem quase 20 anos que seu pai faleceu meu filho, o que podemos fazer? Essa é a pergunta.
Rafael: Olha madrinha, eu vou descobrir o que aconteceu com o meu pai! Não vou engolir essa história meia boca que a polícia deu.
Ieda: Você tá querendo investigar a morte do seu pai?
Rafael: Sim, não sei como, mas eu vou fazer isso sim!
Priscila: Tenho medo de você se machucar filho.
Rafael: Machucar porque? Quem é que vai me machucar? Mãe, você tem algo a me falar? Algo da época da morte dele?
(Priscila e Ieda se olham)
Priscila: Você tem razão, eu vou te contar tudo! Tudo como foi no dia e no ano que seu pai faleceu Rafael!
Foca no rosto de Rafael, um mix de Tensão e mistério está no ar
Fim do Capítulo
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