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Escrita por Guilherme Brum.
Episódio 005
Cena 01: Continuação imediata do Capítulo anterior - Rodovia dos Imigrantes - Descida para Santos
Ieda: Você tá querendo investigar a morte do seu pai?
Rafael: Sim, não sei como, mas eu vou fazer isso sim!
Priscila: Tenho medo de você se machucar filho
Rafael: Machucar por que? Quem é que vai me machucar? Mãe, você tem algo a me falar? Algo da época da morte dele?
(Priscila é Ieda se olham)
Priscila: Você tem razão, eu vou te contar tudo! Tudo como foi no dia e no ano que seu pai faleceu Rafael!
Foca no rosto de Rafael, um mix de Tensão e mistério está no ar
Rafael: Vai mãe! Conta, eu quero saber!
Priscila: A morte do seu pai não foi acidental, a morte do seu pai foi proposital. No dia em que seu pai morreu, quando eu e sua avó subimos lá pra casa, a casa estava toda destruída, parecia um cenário de fim do mundo…
(Flashback)
Priscila sobe as escadas junto com sua mãe, ao chegar no portão da varanda, elas veem as janelas quebradas
Helena: Filha, mas o que é isso? Olha só a sua varanda cheia de água, me dá a chave
(Priscila pega a chave do bolso e dá para sua mãe)
Priscila: A água tá vindo lá de dentro, tou ouvindo o barulho
(Helena abre o portão, ela corre e abre a porta de casa, na mesma hora, as duas se olham)
Priscila: Mãe!! Acabaram com a minha casa
(Helena corre pro tanque na área de serviço e fecha o registro da água, Priscila entra dentro de casa, ela fica horrorizada com o que vê)
(Fim do Flashback)
Priscila: Meu amor, na sua cama havia um bilhete espetado com uma faca, onde dizia que aquilo era só o começo. Enfim, os dias foram se passando até que 6 meses depois, na rua eu fui parada por dois caras numa moto, eles queriam que eu fizesse uma transferência de 20 mil reais, ali no banco, só que eu não tinha todo aquele dinheiro, eles então ameaçaram matar você, e então eu pedi um prazo de 2 semanas, foi aí que eu vendi o carro que seu pai tinha, e dei o dinheiro a eles. A partir daí não parou mais, todo dia chegava uma carta, dizendo que estava nos observando, que tinha me visto fazendo tal coisa, que lhe via quando saía pra ir pra escola comigo, quando ia pra varanda de casa. Foi por isso que nos mudamos, mas as coisas só pararam mesmo quando o dinheiro do seu pai foi interditado por tempo indeterminado, tempo esse que já dura quase 15 anos, e agora que o advogado disse que todo esse dinheiro que vale mais que o prêmio da Fazenda tá perto de sair, as cartas voltaram a chegar.
Ieda: Como é ridículo isso, Brasileiro reclama desses políticos que só roubam, mas não perdem a oportunidade de se dar bem em cima de alguém né
(Rafael olha para as duas)
Rafael: Você tem noção de quem esteja fazendo isso?
Priscila: Infelizmente sim, infelizmente eu desconfio do seu vô, não queria pensar nisso
Ieda: Rafael, deixa sua mãe quieta, vamos falar disso depois.
Rafael: É, tem razão
SEDENTO
Cena 02: Apartamento de Helena - Ela está em pé na cozinha fazendo um bolo, Tadeu passa afoito pela cozinha e sai do apartamento
Helena: Tadeu!
(Tadeu sai de casa sem falar com ninguém, ele entra no elevador, ao chegar no térreo, ele sai andando pelo saguão do prédio em direção a rua, ele para na calçada e fica olhando os carros passarem, o sinal que estava aberto para carros agora fecha, mas não há carro na avenida, não do lado que Tadeu atravessaria, então quando ele vai atravessar a avenida um carro que saía de uma garagem ao lado acelera e o acerta em cheio. Helena via tudo da janela)
Helena: TADEEEEEEEEEEU!
(Um amontoado de pessoas começa a se formar em volta de Tadeu, os carros buzinam sem parar, Mostra Helena saído correndo pela porta do prédio)
Helena:TADEEEEEU, TADEUUUUU VOCÊ TÁ ME OUVINDO?
(Helena se ajoelha ao lado dele)
Helena: Parem de ficar olhando, por favor! Chame a ambulância! Por favor
(Helena olha para Tadeu, ele geme de dor)
Tadeu: Helena, me desculpa por tudo isso que te fiz passar nesses últimos dias.
Helena: Meu amor, não começa, por favor! Não
Tadeu: Não, eu tenho que falar. Eu tenho sido muito rude com você, isso não tem justificativa, só quero que você me perdoe, apenas isso
(Tadeu para de falar e começa a se tremer, uma babá branca começa a sair de sua boca, ele começa a convulsionar no meio da rua)
Helena: Não Deus! Por favor não! Tadeu, fica comigo!
(A ambulância chega)
Cena 03: Avenida Martins Fontes - Entrada de Santos - O carro de Priscila passa pelo portal da cidade
Rafael: Tia, e Yslany, como ela está?
Ieda: Sua prima tá viajando pra Gramado, volta depois de amanhã eu acho. A bixinha tá toda feliz com o namorado dela
Rafael: Humm, que bom que ela tá namorando
Priscila: Uii, falou nesse tom por que?
Ieda: Acho que ele está com ciúmes.
Rafael: Meu Deus, vocês duas estão demais viu!
Instrumental Tensão
(Quando Priscila se aproxima do semáforo que fica na altura do Cemitério da Filosofia, dois carros vem em alta velocidade e param de frente pra Priscila)
Priscila: JESUS! O que está acontecendo?!
Rafael: Calma mãe, vamos ficar calmos
(Dois homens descem do carro com armas na mão e vão até o banco traseiro, onde está Rafael, ele abre a porta e vai puxando o braço de Rafael)
Homem 1: DESCE DO CARRO AGORA! ISSO É UM SEQUESTRO!
(Priscila fica com a respiração acelerada, Ieda olha firmemente para o sequestrador. Rafael olha espantado. Close no assaltante com a touca ninja)
Fim do Episódio
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