MEXEU COM A PESSOA ERRADA
Dentro do jatinho estava tudo agradável, com música romântica no volume baixo, balões personalizados e toda uma equipe de serviço.
Enquanto Will Carter olhava pra mim, a minha mente parecia um tornado, com todas as probabilidades do que poderia acontecer.
Um garçom todo uniformizado nos serviu vinho e Will Carter já pegou uma caixinha preta do seu bolso.
Will - O amor mora nos pequenos detalhes, como naquele primeiro olhar que você me deu (insinua o atentado de Katlen querendo atropelar Anna), ou no nosso primeiro beijo despretensioso. Eu sei que tivemos bastante conflitos, mas ainda creio no amor vivo que nos rodeia e nos une o tempo todo. (mostra a aliança) Casa comigo?!
Nunca esperava por essa atitude de Will Carter, já que o dilema dele era ficar em cima do muro. Mas quando resolvi responder o que já tinha na ponta da língua há muito tempo, meu celular começou a tocar, era minha mãe agindo como um anjo protetor.
Will - Sério que vai atender?! Vai querer estragar todo este clima de amor?
Anna - Me desculpa, mas é minha mãe que está ligando. Pode ter acontecido alguma coisa grave!
Quando atendi a ligação, um dos seguranças tomou o celular da minha mão e entregou para Will Carter, me deixando irritada com a situação.
Will - Alô sogrinha, aconteceu alguma coisa? (encara Anna)
Regina (cel) - Onde está a minha filha seu cretino miserável?! O que você fez com ela?
Will - De que está falando? Ela está aqui comigo, bem na minha frente!
Regina - Não me venha com cinismo uma hora dessa, já descobri a tua verdadeira face e aviso, se fizer algum mal pra minha filha vai se ver comigo, nem que eu tenha que te caçar no inferno... faço você pagar!
Will (ri) - A senhora é muito amável e gentil, agradeço pelos votos de felicitações. Garanto que vou proteger sua filha com toda minha vida.
Anna - Deixa eu falar com ela!
Regina - Filha...
Will (interrompe) - Não precisa ficar com saudades! Alô? A ligação está muito ruim, está cortando! Alô? Só queria falar que deixei uma grande surpresa dentro do seu cofre, espero que goste! Está me escutando? Sogrinha?! (desliga)
Anna - Por que não deixou que eu falasse com minha mãe? Desde de quando resolveu agir como criança?
Will - Não viu que a ligação caiu? (entrega o celular pro segurança) - E outra, não quero mais interrupções, quero que este momento seja especial.
No palacete...
Regina - Ele disse que deixou uma surpresa dentro do cofre. (fica pensativa)
Marcelo - Adiantou alguma coisa pelo menos?
Regina - Nada!
Os dois sobem até o quarto e quando Regina abre o cofre, eles vê um cronometro faltando dez segundos.
Regina - O que isso significa?
Marcelo - Corre!!!
Uma forte explosão acontece no térreo do palacete, causando tremor e grande destruição.
Regina - Aí meu Deus!!! (grita apavorada)
Marcelo passa no quarto de Bárbara, pega ela no colo e os três tentam sair no meio do desmoronamento.
Os pilares de gesso vão caindo, deixando o ambiente empoeirado e dificultando a visão.
Regina (dá uma tossida) - Por aqui, vamos sair pelos fundos que é mais seguro!
O teto começa a cair e com a bênção divina, todos conseguem sair salvos do palacete branco.
EPISÓDIO 12: AQUI SE PAGA
No jardim, Marcelo deixa Bárbara no chão e percebe algo estranho.
Marcelo - Algum problema Regina?
O olhar de decepção da minha mãe ao ver tudo destruído era notável, e oque aliviou um pouco sua grande perda, foi beijar Marcelo; seria meu futuro padrasto?
Regina - Espera, tenho que fazer uma ligação urgente!
Numa boate (no balcão do bar), Katlen estava bebendo para esquecer as coisas ruins que aconteceu nos últimos dias.
Sarah - Seu irmão mandou mensagem falando que deve chegar amanhã cedo, o negócio deu certo. (Katlen nem dá a mínima) - Bem, preciso ir ao banheiro, tudo bem?
Katlen - Claro, sem problemas!
Assim que Sarah sai de cena, o celular de Katlen começa tocar.
Katlen (atente) - Oi, quem?
Regina (cel) - É Regina, não desliga!!!
Sarah termina de passar seu batom preto e quando pega na maçaneta da porta, não consegue abrir.
Sarah - Que Diabos está acontecendo aqui?! (tenta abrir novamente e dá uns chutes na porta) - Ei, alguém? Estou presa aqui dentro!
Logo ela percebe que algo está errado e liga imediatamente para Will Carter, contando do acontecido.
Anna - Parece estar nervoso?
Will - Imagina, foi apenas uma notícia imprevisível de última hora, tudo vai ficar bem!
Anna - Então já que está tudo bem, peço por gentileza para pousar este jatinho ou, eu mesma, vou na cabine fazer do meu jeito.
Will (expressa sarcasmo) - Fiquei sabendo que não perdeu a criança, muita sorte! (pega um charuto) - Sabe quem é o pai pelo menos? (acende o charuto e inala fumaça) - Porque esse negócio de ficar deitando comigo e com outro ao mesmo tempo, não lhe caia bem!
Anna levanta com raiva e dá meia volta, indo em direção da cabine.
Will - Eu sabia todos os seus passos, todas as suas ações, Cintia minha sócia me contava tudo! (deixa o charuto no cinzeiro) - Não quer saber quem eu sou?
Anna para de andar e olha pra Will Carter espantada e curiosa.
Will - Sou filho de Aldair Marques Hanger Carter, o assassino do teu pai, e sinto muito te informar, mas a sua vingança não serviu de nada!
Os seguranças chegam por trás e segura Anna a força, colocando algemas.
Will - Desculpas amor, é necessário que esteja segura! Precisamos chegar vivos para o nosso casamento.
Anna - Você é doente!
Will finge não escutar e pede para os seguranças levar Anna para um quartinho.
Anna - Não pensa que vai se safar dessa fácil, ainda vou virar o jogo e acabar com você! Seu merda!!!
Will não dá a mínima e olha no celular as chamadas perdidas de Sarah, mas acaba ignorando.
Na boate, Sarah continuava gritando e chutando a porta; e só parou porque alguém destrancou... e entrou no banheiro.
Regina - Vai falando onde minha filha está sua cadela nojenta?!
Sarah - Como é? Acha mesmo que pode chegar assim do nada, me xingando?!
Regina - Falo com você do jeito que eu quiser, e se não abrir essa tua boca pra falar onde está minha filha, vou fazer engolir todos esses teus dentes falsos.
Sarah - Quero ver, experimenta encostar um dedo em mim! (tira um canivete da bolsa) - Te corto aqui mesmo! Diz que duvida, diz!!!
Regina (saca um arma) - O teu canivete pode até me ferir, mas não será rápido suficiente quanto às minhas balas.
Marcelo (entra) - Polícia! (destrava a arma) - Larga o canivete e coloque as mãos pra cima!
Sarah sente que está encurralada, sem chances de fulga e resolve deixar o canivete no chão.
Regina baixa sua arma e parte pra cima, dando um tapa na cara de Sarah sem piedade.
Regina - Cobra venenosa, falsa! (puxa pelos cabelos e dá outros tapas) - Fala de uma vez onde está minha filha?!
Sarah - Para sua maluca, ou irá se arrepender profundamente!
Regina - Não adianta me ameaçar!
Marcelo percebe que pode piorar e separa as duas; Sarah é algemada e levada pro carro da polícia.
Regina - Devia ter deixado eu bater mais nessa cretina até ela falar!
Marcelo - Do jeito que estava indo... ela jamais ia contar onde está sua filha e ainda por cima, podia te fazer ir presa por agressão.
Katlen - Pelo visto Anna vai ter que se virar sozinha. Se depender dessa aí, nunca vamos saber o paradeiro.
Marcelo - Quando estivermos na delegacia e ela começar a ter pressão, vai contar! (entra no carro) - Vejo vocês lá!
No caminho, quando tudo parece estar tranquilo, uma van preta ultrapassa em alta velocidade e para na frente do carro de Marcelo; deixando sem passagem.
Uns caras góticos bombados descem da van (armados com fuzis) e pede que solte Sarah, senão algo terrível vai acontecer.
Os pneus são furados com tiros e Sarah desce do carro sem as algemas, mostrando o dedo do meio para Marcelo, que permanece intacto.
O dia amanhece e Anna é obrigada a colocar um vestido de noiva.
Will - Você está linda! (deixa a arma no banco) - Só falta um ajuste...
Anna - Esqueceu que ver a noiva antes do casamento dá azar?
Will - Não acredito nessas superstições, e comigo é tudo ou nada! (aperta mais o vestido) - Falta costurar aqui...
Enquanto Will meche na caixa de agulhas e linhas, Anna que está de frente com o espelho, fica olhando a arma no banco e vai até (...) de mansinho.
Will - Pronto, vamos lá!
Quando Will olha pra trás, recebe uma ameaça inesperada.
Anna - É bom dar um motivo pra eu não estourar seus miolos!
Will (dá risada) - Vai em frente, a arma nem está carregada. (tira uma arma do bolso) - Agora esta...
Anna - Miserável! (solta a arma)
Will - Acha mesmo que eu ia deixar uma arma carregada dando sopa?
Com ódio nos olhos, Anna dá um tapa na cara de Will e bate na mão dele, fazendo a arma cair e ir parar embaixo da mesa.
Will furioso pega no pulso esquerdo de Anna e começa torcer com intensão de machuca-la.
Segurança (entra) - Chefe, chegamos e precisamos da sua ajuda urgente na cabine para aterrissar.
Will (solta o pulso de Anna) - Algema ela e depois leva minha arma que foi parar embaixo daquela mesa. (sai de cena)
Anna - A arma que ele se referiu foi esta aqui; o casamento está afetando o cérebro e deixando de variar as ideias.
O segurança toma a arma da mão de Anna e termina de fazer o combinado, que é algema-la.
Na cadeia, Cintia chega na lavanderia com receios e começa lavar suas peças de roupas.
O local vai ficando menos frequentado pelas presidiárias e cada barulho, despertava um medo em Cintia, que já suava frio a cada segundo.
Alguém misteriosamente chega assobiando, rodando uma faca na mão e para na frente de Cintia, deixando a megera espantada.
Darcie - Pela sua reação, apostaria que viu algum fantasma. Estou certa?
Cintia - Calma Darcie, vamos conversar!
Darcie - Estou calma, você que parece nervosa, apavorada. Quer uma água com açúcar para acalmar os nervos?
Mais quatro presidiárias chegam (cada uma segurando uma faca) e ficam paradas observando.
Darcie - Da última vez que eu te vi, a gente tinha um acordo, no qual foi oferecido a sua liberdade e em troca, você me trazia os diamantes. No final, acabei recebendo uma tentativa de morte e graças as minhas amigas da prisão, consegui me salvar.
Cintia - Os diamantes ainda continua comigo, posso mandar buscar e te entregar.
Darcie - Quando se tem um acordo comigo, não existe uma segunda vez, ou mesmo um recomeço. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você voltaria pra cadeia e só assim, poderíamos acertar nossas contas.
Cintia - Não faça nada que possa se arrepender depois, ainda vai precisar de mim aqui dentro!
Darcie parte pra cima de Cintia, pegando pelo pescoço e prensa nas máquinas de lavar roupas.
Darcie - Deixa eu te falar uma coisa, não sou mulher de arrependimentos, e você não cumpriu o seu lado do acordo, mas eu vou cumpriu o meu, que é te dando a liberdade.
Darcie dá uma facada no peito de Cintia e mais duas na barriga.
Darcie - Te encontro no inferno! (acende um cigarro e sai andando)
Cintia não consegue ficar em pé e cai no chão, tendo varias visões.
As presidiárias que estavam observando vão pra cima com tudo e dão varias facadas, até não ouvir mais nenhum grito.
Alguns minutos depois, Darcie caminha sobre a possa de sangue e crava sua faca no corpo de Cintia, simbolizando o fim do acordo.
No Rio de Janeiro, Will já tinha reservado uma lancha, e em alto mar (longe de qualquer vista), o casamento estava prestes a acontecer.
Will - Estamos aqui sozinhos, no meio desse paraíso. O que precisa fazer é apenas assinar o certificado de casamento, mais nada! (entrega a caneta) - Daí seremos marido e mulher!
Anna - Acha mesmo que vou assinar, pra depois você me matar e ficar com todo o dinheiro? Depois disso tudo consegui sacar o seu jogo! Primeiro se fez de mocinho, o herói... Manter Katlen e eu por perto, era sua garantia, porque no final uma das duas estaria aqui, nesse lugar, prestes a te passar tudo, só dependeria de quem ficaria com a fortuna. Sem contar na esperança do filho que espero, ele seria o seu herdeiro assim que eu estivesse morta e enterrada embaixo da terra. Por tanto, não vou assinar e nunca verá a cor desse dinheiro.
Will (saca a arma) - Se não quer assinar por bem, vai assinar por mal, você decide!
Anna - Teria coragem de atirar, mesmo sabendo que pode haver chances de ser o pai do meu filho? (Will permanece quieto) - Me arrependo profundamente de ter amado um monstro, ordinário, psicopata e doente.
Pelas palavras de ferimentos, Will Carter começa ter um surto psicótico e acaba disparando um tiro em Anna, não satisfeito dispara, e outro, até perceber que nada está acontecendo.
Anna Maristela saca uma arma do seu vestido de noiva e aponta para Will Carter com maior satisfação.
Anna - Infelizmente sua arma está descarregada! Pode atirar a vontade; o seu joguinho acaba aqui!
Will - Parabéns, e por acaso vai me matar?
Anna - Não, a morte seria pouco pra você! Ainda quero te ver penando em vida, só que do meu jeito!!!
Anna pega um pedaço de ferro que está escorado e bate com força em Will Carter, deixando totalmente desacordado.
UM ANO DEPOIS...
Anna comemora o terceiro mês de nascimento do seu filho, que se chama Thiago Viana, o galã da família.
Após a festa terminar, Anna sobe no seu quarto, coloca Thiago no berço e vai lavar o rosto depois das crianças ter pintado toda sua cara com tinta.
Quando sai do banheiro, percebe que Thiago não está mais no berço e entra em desespero. Ela desce a escada correndo e quando chega na sala, fica de cara com a responsável.
Sarah - Vim buscar o bebê! (dá uma risada enquanto segura Thiago no colo)
Fim da primeira temporada
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