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Produção Original MF
Uma adaptação bíblica feita por Gustavo Lopes
Capítulo 013
- Oh!
Se encontrasse eu no deserto um abrigo de viandantes; abandonaria meu povo, e
para longe dele me afastaria, pois que não passa de uma legião de adúlteros, um
bando de traidores. Retesam a língua, como fazem a seus arcos, para o
engodo; e a lealdade não permanece neles. Caminham de crime em crime; já nem me
conhecem mais – oráculo do Senhor. Que se mantenha em guarda cada um de vós
contra o amigo. Nem mesmo do irmão vos deveis fiar, pois que todo irmão procura
suplantar, e todo amigo calunia.
Zombam do próximo todos eles; ninguém diz a
verdade. Exercitam a língua na mentira, aplicam-se a fazer o mal. Habitam no
seio da falsidade; por má-fé recusam conhecer-me – oráculo do Senhor. Por
isso, eis o que diz o Senhor dos exércitos:
- Vou fundi-los num cadinho para
prová-los. Que outra coisa farei ante (a maldade) da filha de meu povo? Suas
línguas são dardos mortíferos, que só proferem mentiras. Com a boca saúdam o
próximo, enquanto no coração lhe armam ciladas. Por tantos crimes não devo
castigá-los – oráculo do Senhor – e não se vingará minha alma de semelhante
nação? A respeito dos montes erguerei gemidos; entoarei cânticos fúnebres
sobre as planícies do deserto, porque o fogo devorou esses lugares e ninguém
passa por eles. Nem mais se ouve o mugir do gado. Tanto as aves do céu como os
animais, todos fugiram e desapareceram. Farei de Jerusalém um amontoado de
pedras, um covil de chacais; e das cidades de Judá um deserto, onde ninguém
mais habitará. Haverá algum homem sábio que possa compreender essas coisas?
A quem as revelou o Senhor a fim de que as explique? Por que perdeu-se essa
terra, queimada como o deserto, por onde ninguém mais passa?
É, diz o
Senhor, porque abandonou a Lei que lhe havia proposto, porque não escutou, nem
seguiu a minha voz, mas sim os pendores de seu coração empedernido, e os
ídolos que seus pais lhe haviam dado a conhecer. Eis por que disse o Senhor
dos exércitos, o Deus de Israel:
- vou alimentá-lo com absinto, e lhe darei de
beber água pestilenta. Depois, eu o dispersarei entre nações que nem ele,
nem seus pais conheceram, e contra ele enviarei uma espada que o abaterá até o
extermínio.
Eis o que diz o Senhor dos exércitos:
- Tratai de chamar as
carpideiras para que venham. E que venham as mais hábeis e não tardem, para
que, sem demora, entoem sobre nós suas lamúrias, e se fundam em lágrimas nossos
olhos, e a água brote de nossas pálpebras, pois que seu canto fúnebre se
elevou em Sião: Por que fomos assim devastados? Cheios de vergonha, devemos abandonar
a terra, já que foram derrubadas nossas casas. Mulheres, escutai a palavra
do Senhor. E que vossos ouvidos compreendam o que sua boca profere! Ensinai a
vossas filhas essa lamentação; cada uma ensine à companheira esse canto
fúnebre:
A morte assomou às nossas janelas, introduzindo-se em nossos
palácios, exterminando crianças nas ruas e jovens nas praças públicas. Cadáveres humanos jazem como esterco nos campos, como feixes atrás do
segador. E ninguém os recolhe. Eis o que diz o Senhor:
- Não se envaideça o
sábio do saber, nem o forte de sua força, e da riqueza não se orgulhe o rico! Aquele, porém, que se quiser vangloriar, glorie-se de possuir inteligência e
de saber que eu, seu Senhor, exerço a bondade, o direito e a justiça sobre a
terra, pois nisso encontro o meu agrado – oráculo do Senhor. Dias virão –
oráculo do Senhor – em que castigarei todos os circuncidados que conservam seus
prepúcios: os egípcios, os judeus, os edomitas, os amonitas, os moabitas e
os beduínos de cabeça raspada. Porquanto, todas as nações são incircuncisas,
tais como todos os da casa de Israel são incircuncisos de coração.
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