Celso senta-se no sofá e Margarida afasta-se assustada.
Margarida: Não se aproxime de mim. Não te denunciei, mas não quero mais viver
contigo.
Celso finge está chorando: Me arrependo muito do que fiz, peço que me perdoe!
Eu estava bêbado, fora de mim, nunca mais irei fazer isso. Não me manda embora,
vamos começar do zero?
Margarida: Eu não quero, mesmo te amando… não quero. Você me machucou, mas não
só por fora, mas também por dentro.
Celso finge chorar mais ainda e fica de joelhos: Eu te amo! Não irei beber
mais, serei julgado, por favor fica comigo (Súplica).
Celso de cabeça baixa lembra do que o advogado Dr. Menezes lhe disse: “Finja
que se arrependeu, volte com sua mulher, seja uma pessoa pacífica. Seja assim,
até você ser julgado.”
Margarida: Não quero mais viver com você.
Margarida começa a chorar. Celso aproveita essa fragilidade e levanta-se
aproximando-se dela. Celso abraça Margarida, mas ela tenta empurrar.
Celso: Eu te amo, me perdoa (Sussurra).
Margarida tenta se soltar: Me larga, me larga…
Enfim, Margarida é vencida. Margarida e Celso ficam com as cabeças coladas
olhando um para o outro. Os olhos de Margarida transbordam lágrimas de medo e
ao mesmo tempo de amor. Já Celso finge chorar, finge cair lágrimas de culpa.
Celso toca seus lábios no de Margarida e a barreira entre os dois é rompida, e
entregam-se aos beijos e aos abraços. O perdão foi consolidado.
****
Michele está com Mary na lanchonete da Universidade.
Mary: Mas sua mãe nem ligou?
Michele: Não, mas acho que ela voltou para casa.
O celular de Michele toca.
Michele: Alô!
Delegada Araújo: Senhorita Michele, aqui quem fala é a delegada Araújo.
Michele: Sim delegada, alguma informação nova sobre o caso.
Delegada Araújo: Sim, sua mãe veio aqui.
Michele: Então foi aí que ela foi! Ela o denunciou?
Delegada Araújo: Não, ela não quis. Mas nem foi por isso que te liguei.
Michele: Já esperava que ela não iria denunciá-lo, mas o que gostaria de me
dizer?
Delegada Araújo: O Celso saiu da cadeia.
Michele horrorizada: Como aquele monstro saiu da cadeia?
Delegada Araújo: Dr. Menezes conseguiu o habeas corpus.
Michele não consegue acreditar: Não acredito!
Minutos depois, a Delegada Araújo
encerra a chamada e Michele fica arrasada.
Mary: O que aconteceu?
Michele: Aquele monstro está livre novamente! E tudo por causa desses advogados
corruptos, esse Dr. Menezes é um… (Michele sufoca o grito).
Mary fica sem reação: Dr. Menezes?
Michele: Você o conhece?
Mary deixa rolar lágrimas pela sua face: Infelizmente sim, esse homem é meu
pai.
Michele fica sem reação e chocada com a revelação da sua nova amiga.
****
Daniel Almeida chega na sua empresa de advocacia.
Daniel Almeida: O Dr. Menezes já chegou?
Secretária: Não senhor.
Daniel Almeida prossegue, mas volta e pergunta: E o rapaz Bruno Mitidiero?
Secretária: Está na sala de reuniões.
Daniel Almeida: Obrigado.
Daniel Almeida vai até a sala de reuniões, coloca a mão na maçaneta, hesita,
mas abre a porta. Bruno vendo-o fica de pé e o olha apreensivo.
Bruno: Pois não, Dr. Almeida?
Daniel Almeida: Quem é você rapaz? (Finge não conhecer-lo).
Bruno: Me chamo Bruno Mitidiero, estagiário. Mas irei me formar na próxima
semana.
Daniel Almeida não dá atenção e se retira: Tenha uma boa tarde.
Daniel Almeida chega na sua sala, tem uma pontada na sua cabeça e diz com as
mãos na cabeça: Ele é a cara do avô.
Daniel Almeida senta-se e fica a vagar pelos seus pensamentos.
****
Amanda está em casa chorando vendo o álbum de Mary, com uma taça de champanhe
ao lado lembra-se do que sua filha disse.
Amanda: Ela tem razão, sou triste, infeliz. Realmente dinheiro não trás
felicidade uma felicidade concreta.
Amanda bebe o líquido da taça de uma vez. Dr. Menezes chega em casa.
Dr. Menezes vendo Amanda: Já bebendo?
Amanda: Não é da sua conta.
Dr. Menezes finge não ter escutado e sobe as escadas.
Amanda grita: Desgraçado! Péssima hora que decidi casar-me com você!
Dr. Menezes finge não ter escutado.
Amanda chora feito louca, em seguida pega sua bolsa e saí de casa, vagando ruas
afora.
****
Mary conta sua história à Michele.
Michele: Que história triste a sua, me desculpe por falar mal do seu pai.
Mary: Você disse apenas verdades.
Michele abraça Mary.
Mary: O que você vai fazer em relação a sua mãe?
Michele: Vou em casa, vou comprovar com os meus próprios olhos… que tudo que
imagino seja apenas mentiras da minha mente.
Mary: Eu vou com você.
Michele: Obrigada!
As duas pegam um táxi, Michele diz o endereço e o motorista adentra no
trânsito.
****
Lucrécia chega na casa de Bruno. Selma abre a porta.
Selma: Entra querida.
Lucrécia cumprimenta Selma com dois beijinhos na bochecha: Tudo bem por aqui?
Selma: Estamos vivendo um turbilhão de emoções. Você veio para irmos ao
pré-natal da Michele?
Lucrécia: Sim, ela me chamou ontem para ir.
A papo prolonga-se com as duas contando as novidades.
****
Alonso chega em frente ao escritório de advocacia Almeida: Preciso conversar
com ele de novo.
Porém, Alonso fica nervoso e hesita entrar no prédio.
Dr. Menezes chega e tem a sensação que alguém está lhe observando, olha ao
redor, mas não ver ninguém: Que estranho.
Em seguida Dr. Menezes entra no prédio.
Dr. Menezes chega no escritório e pergunta a Secretária: Onde encontra-se o
estagiário Bruno Mitidiero?
Secretária: Na sala de reuniões.
Dr. Menezes dirige-se para a sala e entra.
Bruno: Boa tarde, Dr. Menezes.
Dr. Menezes: Boa tarde. Bom, vamos direto ao assunto. Trouxe um material para
você analisar, o caso dele será marcado em breve. Preciso de todas brechas
possíveis para inocentá-lo.
Bruno: Como assim todas as brechas? Se ele for inocente terá com certeza
brechas.
Dr. Menezes sorri, debochando do comentário de Bruno: Você ainda é muito jovem
meu rapaz. Você tem que aprender que a verdade do cliente também é a nossa
verdade, e comprovar-la é nossa missão.
Bruno: Nunca faria algo que posse em xeque meus princípios.
Dr. Menezes: Vamos deixar de papo furado. (Ele pega o documento com o caso de
Celso) Quero que você analise esse caso.
Dr. Menezes entrega o caso à Bruno. Bruno percebe de quem se trata e entra em
choque.
Bruno: Nunca que vou ajudar esse monstro se safar da prisão.
Dr. Menezes: Como assim? Você trabalha para nossa empresa, e todos os clientes
merecem respeito e uma defesa a altura.
Bruno se exalta: Eu conheço esse crápula, ele é padrasto da minha namorada!
Dr. Menezes: Melhor ainda, conhece todos os envolvidos para encontrarmos uma
saída.
Bruno: Você está louco? Nunca ajudarei esse crápula.
Dr. Menezes: Então, acho que você escolheu a profissão errada e o escritório
errado, se não queres ajudar-nós é melhor que vá embora e não volte! (Diz exaltado).
Daniel Almeida escuta gritos e sai da sua sala.
Daniel Almeida: O que está acontecendo?
Secretária: Está vindo da sala de reuniões.
Nesse momento, Bruno sai com seus objetos pessoais e diz: Nunca trabalharei em
uma empresa que defende criminosos feito o Celso.
Dr. Menezes vem atrás: Você é um moleque. Todo cliente é inocente, se assim ele
querer.
Daniel Almeida aparece na frente de Bruno: Mas o que está acontecendo aqui?
Nesse exato momento, o elevador abre-se e Alonso sai perplexo ao ver seu filho
perto do seu pai. Alonso chega por trás de Daniel Almeida.
Alonso: Então é aqui que você estagiou e está trabalhando filho? Por que não me
disse nada?
Todos olham para Alonso. Daniel Almeida vira-se e fica cara a cara com seu
filho e a apreensão toma conta das suas feições, enquanto Alonso expressa
rancor e mágoa.
Continua…
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