Logotipo da web minissérie (Foto: Divulgação)
Escrita por Antônio Malta.
O INTERIOR DE MIM
CRIADA E DESENVOLVIDA POR ANTÔNIO MALTA.
**********************
No capítulo anterior: Álvaro se recusa a casar com Alana por dinheiro; Amigos de Jacinto lembram de
quando debochavam de Álvaro e pensavam que ele era gay; Jacinto obriga o filho
a ir num bordel com ele e transar com uma prostituta pra provar que gosta de
mulher; Nuno tenta convencer Álvaro ir embora e diz que ele não precisa provar
nada pra ninguém; Álvaro se recusa a ir e observa a sua acompanhante assediar o
amigo; Nuno e Álvaro transam com a prostituta; Jacinto se reconcilia com o
filho; Álvaro diz que ama Nuno.
**********************
PARTE V: AMOR, SUBLIME AMOR
Um dia ouvi em algum lugar uma frase que dizia mais ou menos
assim: "Amar é uma arte e nem todo mundo é artista". Eu sabia que
estava amando, sabia que estava sendo amado, mas seríamos Álvaro e eu dois
artistas?
.
.
Álvaro (Igor Cosso) embriagado me confessou amor e depois
desmaiou de cansaço na cama. Pela manhã, sumi do casarão ainda cedo, procurei
emprego na cidade até o horário do almoço, depois voltei para os arredores da
fazenda e fui tirar tangerina das árvores perto do rio. O sol incomodava e eu
não estava com a vestimenta mais confortável, decidi então me refrescar.
.
.
O riacho era cercado por árvores, volta e meia alguma folha caia e ficava
boiando nas bordas da água. Liberto, pulei na água e observei as folhas se
agitarem, enquanto alguém se aproximava. Álvaro surgiu de entre as árvores.
Nada falamos, ele me olhou e começou retirar a roupa, com um pulo, já estava ao
meu lado e abriu a boca:
- Porquê fugiu? (Álvaro)
- Não fugi. (Nuno - Alejandro Claveaux)
- Sente medo de mim, medo de você ou medo do que queremos fazer?
(Álvaro)
- Medo do que estou sentindo. (Nuno)
Álvaro segurou minha mão esquerda e tornou a dizer "Nuno,
eu lhe amo". Eu não sabia o que fazer e já estava cansado de fugir,
resolvi colocar em prática o que minha mãe sempre disse e parei de questionar,
era momento de viver, de sentir... nossos olhos se guiavam, nossos rostos se
aproximavam até nossos lábios poderem se tocar.
.
.
Nos beijamos apaixonadamente, depois fugi dali. o resto do dia se resumiu a
fugas. À noite, peguei um livro da estante de Álvaro e folheei até adormecer.
Acordei com ele tocando meu rosto e sussurrando "desperte Nuno",
Depois perguntou o que eu tinha achado da história e fui obrigado a dizer que
não sabia ler. Ele olhou-me com um misto de dó e surpresa, mas afirmou que me
ensinaria. Deitou ao meu lado e começou a ler "Os Miseráveis"
enquanto explicava regras básicas da língua portuguesa.
.
.
Foram-se horas e várias páginas viradas, focamos em Jean Valjean e Fantine para
tentar esquecer da nossa própria história, mas em um certo momento não adiantou
mais e tornamos a nos beijar.
.
.
Amanheceu. Logo ao despertar, Otto (Antônio Calloni) procurou por Álvaro e
avisou que sua filha havia sido internada no hospital por anemia e princípio de
leucemia. Com lágrimas no rosto, refez a proposta: Dinheiro e um bom cargo no
hospital em troca de um casamento com Alana (Giullia Buscaccio). No fundo
entendia o prefeito, comprar um marido para alguém parece errado, mas juntar a
garota com o homem que ela sempre amou era lhe dar esperança, um estímulo para
sair dessa depressão infinita.
.
.
Álvaro passou a tarde no hospital e eu fui na igreja com Tia Eva (Patricia
França), acender uma vela. Na volta, vimos uma confusão num bar. Jacinto Galvão
(Ângelo Antônio) surrava um homem enquanto todos assistiam empolgados. Tia Eva gritava
para que o marido parasse, mas não adiantou e o animal terminou o trabalho
quebrando uma cadeira na cabeça do sujeito.
.
.
A ambulância chegou de um lado retirando o homem desmaiado do chão e a polícia
chegou do outro, prendendo Jacinto Galvão...
________CONTINUA________
Comentários
Postar um comentário