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ABERTURA
Capítulo
045
Começa
onde terminou o capítulo anterior
Cena 001
// Mansão do Sandro // Noite
No quarto...
Flávia – Você só pode estar louco, onde vou arrumar um milhão em
uma semana?
(Pergunta a vilã preocupada)
Ronaldo – Eu não sei, o problema é seu, eu quero esse dinheiro na
minha mão em uma semana, dá o seu jeito.
Flávia – Eu não tenho como conseguir esse dinheiro em uma semana,
pede outra coisa.
Ronaldo – Não quero outra coisa, eu quero é dinheiro para fugir
desse país.
Flávia – Eu não vou conseguir arrumar essa quantia.
Ronaldo – Consegue sim, o seu marido tem, ele é rico.
Flávia – Você acha que eu vou chegar nele e falar, “amor me dá um
milhão de reais, to precisando”, eu não posso fazer isso.
Ronaldo – Não interessa, eu quero essa grana, caso contrário eu
vou matar o seu marido e contar tudo que sei sobre você.
Flávia – Agora estou ferrada, não sei o que fazer.
Ronaldo – Bom, agora eu vou ir, e nem pensa em dizer para alguém
sobre o que aconteceu hoje, eu quero esse dinheiro, passar bem.
Em seguida o agiota deixa a mansão...
Do lado
de fora...
Ronaldo pula o muro e entra no carro...
Ronaldo – Minha primeira vingança está dando certo, agora preciso
descobrir onde Adelino está e me vingar dele, esse sim foi o motivo da minha
vida ter virado de cabeça para baixo, se ele não tivesse me devendo, hoje eu
estaria em outro lugar.
(Diz o agiota confiante e com raiva)
Em seguida ele liga o carro e sai do condomínio...
Dentro da
mansão...
No quarto...
Flávia – Eu preciso dar um jeito de conseguir esse dinheiro, eu
não quero me ferrar, mas do que já estou ferrada.
(Diz a vilã pensativa)
Ela se olha no espelho e diz...
Flávia – Você me destruiu Ronaldo, me estuprou, mas o que eu vou
fazer com você vai ser pior, muito pior, espera só, ou eu não me chamo Flávia
Monteiro.
(Diz a vilã com raiva)
Cena 002
// Rua // Noite
Em um beco...
Rosana – Atira logo em mim, acaba comigo de uma vez por toda.
Antônio – Eu vou fazer isso, e vai ser agora.
Nesse momento, Adelino chega dá uma chave de braço em Antônio...
Adelino – Você não vai matar ela não.
Antônio – Me solta, eu vou matar todos vocês, atira neles agora.
Os capangas largam Maria e disparam vários tiros, dois acertam Rosana e três em Antônio, os dois caem no chão mortos...
Maria – Rosana, não pode ser.
(Grita fortemente a jovem desesperada)
Os capangas fogem...
Adelino – Eu vou chamar a polícia, preciso achar um orelhão.
Maria – Não adianta, nessa altura os bandidos já estão longe.
Adelino – Vê se eles estão mortos.
Maria – Estão sim, eu não acredito nisso, a minha amiga não podia
ter morrido.
Adelino – Calma moça, não fica assim.
Maria – Agora a minha situação voltou à estaca zero.
Adelino – Como assim situação?
Maria – Nada não, esqueça.
Adelino – Você também é garota de programa e trabalhava para esse
homem?
Maria – Eu fui obrigada a me prostituir, esse crápula e a filha
dele sequestraram o meu filho.
Adelino – Meu Deus, a sua amiga me encontrou hoje cedo e eu
ofereci ajuda, e agora ela está morta.
Maria – Ajuda como assim?
Adelino – Eu tinha falado para ela, que eu iria comprar a
liberdade dela.
Maria – Agora faz sentido tudo que ela me disse.
Adelino – Ela estava disposta a sair dessa vida, eu vi nos olhos
dela.
Maria – Compra a minha, me tira dessa rua antes que mais homens
desse monstro venha me pegar, me ajuda pelo amor de Deus.
Adelino – Calma, eu vou te ajudar, mas primeiro vamos comer alguma
coisa, você está com fome né.
Maria – Sim, me tira daqui.
Adelino – Eu vou pagar um lanche para você, vem comigo.
O homem leva a jovem numa lanchonete...
Cena 003
// Lanchonete // Noite
Dentro da lanchonete...
Adelino – Agora que está se alimentando, me diga o que eles
fizerem com você?
Maria – Aquele crápula me estuprou duas vezes naquela boate.
Adelino – Enquanto você pedia o lanche, eu denunciei a boate,
nessa altura eles já devem ter libertado as outras meninas.
Maria – Eles acabaram com a minha vida, com o meu casamento, com
tudo meu.
Adelino – Mas como entrou nessa vida? Como eles encontraram você?
Maria – Aquela desgraçada mandou me sequestrar, só por eu ter
contado a armação dela para o irmão.
Adelino – Só por causa disso? Infelizmente nesse mundo existem
pessoas vingativas.
Maria – O pior de tudo, ela me levou para a boate e me apresentou
para o pai dela.
Adelino – Se eu pego essa mulher, eu denunciaria ela para a
polícia, isso é tráfico de pessoas, é crime.
Maria – A Flávia não presta, nunca prestou.
Adelino – Eu ouvi bem? Você disse Flávia?
Maria – Sim, foi essa bandida que me sequestrou e me levou para a
boate.
Adelino – Não pode ser essa pessoa que eu estou pensando.
Maria – Você conhece ela?
(Pergunta a jovem desconfiada)
Adelino – Me responde uma coisa, essa Flávia tem um irmão chamado
Eduardo?
Maria – Sim, que é o meu ex-marido, ela me obrigou a terminar com
ele.
Adelino – Eu não consigo acreditar, não pode ser verdade isso.
Maria – Não estou gostando disso, você conhece ela?
Adelino – Essa Flávia é casada com o meu filho Sandro, o motociclista
famoso.
Maria – Essa mesmo, ela sumiu com o meu filho.
Adelino – Agora eu percebo o porquê a Vera era contra o namoro do
meu filho com essa Flávia.
Maria – Ela não presta, o seu filho está correndo perigo casado
com ela.
Adelino – Eu já sei o que vou fazer e você vem comigo.
Os dois se levantam, pagam a conta e em seguida saem da
lanchonete.
Maria – Para onde você vai me levar senhor?
(Pergunta a jovem com medo)
Adelino – Você vai ver, só confia em, vamos a gente precisa ser
rápido.
Os dois caminham até um ponto de ônibus...
São
Paulo
Cena 004
// Casa de Roberto // Noite
No quarto do casal...
Cristina e Roberto estão deitados na cama assistindo um filme...
Cristina – Você só pode ser louco, como consegue assistir filme de
terror?
Roberto – Eu gosto, sempre gostei desde pequeno.
Cristina – Eu hein, eu vou descer para preparar algo para comer,
quer alguma coisa amor?
Roberto – Não, eu já jantei, obrigado.
Cristina – Eu volto logo amor, não demoro.
Cristina desce para cozinha...
No
quarto...
Roberto – Se acha que me engana vadia, eu sei muito bem o que você
está planejando e vai ser agora que vou te desmascarar.
Ele desce sem fazer barulho e fica parado de pé no canto da
porta...
Dentro da
cozinha...
Breno – Que comida boa essa hein maninha, você é cozinha muito
bem.
Cristina – Aproveita enquanto pode, sua estadia aqui em casa vai
ser curta, lembre-se da sua tarefa.
Breno – Eu sempre lembro, mas quero aproveitar desse aconchego,
antes de voltar para aquele barraco.
Cristina – Calma, logo você estará aqui comigo, assim que você
matar o Roberto.
Roberto fica surpreso ao ouvir Cristina....
Breno – Vamos acabar logo isso, não aguento mais esperar.
Cristina – Temos que agir na hora certa maninho, eu não quero
perder a chance de ter essa casa para mim.
Breno – Ok, quando vai ser a hora certa?
Cristina – Já disse no casamento meu e dele, falta poucos dias.
Breno – Ok.
Roberto sobe nervoso para quarto...
No
quarto...
Roberto – Desgraçada, eu sabia que tinha uma coisa errada nessa
história, ela quer a casa e não eu, eu não posso permitir isso.
(Diz o ex-banqueiro bravo)
Roberto se deita e finge que está dormindo... Cristina entra...
Cristina – Amor, eu trouxe um lanche para você.
Ela percebe que o marido dormiu e desce...
Roberto – O seu plano contra mim não vai dar certo, vou resolver
esse assunto mais rápido do que vocês.
(Diz o ex-banqueiro confiante)
Paulínia
Cena
005 // Casa de Lucimar // Manhã
Na sala...
Samara está tomando o café e se lembra
da prisão de Sandro...
FLASH
BACK
Samara
– Você destruiu o meu sonho, o que eu tanto lutei para conseguir, eu não
consigo acreditar que você fez isso.
(Diz
a jovem chorando)
Ela
se senta na cadeira com a mão no rosto...
Lucimar
– Levem esse bandido daqui agora, ele vai ter que responder por isso.
Sandro
– Você está cometendo uma injustiça Lucimar, não fui eu, eu não destruí o seu
salão.
Policial
– Eu vou pedir que o senhor me acompanhe até a delegacia, vai ter que se explicar
para o delegado.
Sandro
– Eu sou inocente, você tem que acreditar em mim, eu não fiz isso.
Policial
– Cala boca e vamos para a viatura.
Samara
e Sandro se olham, os dois estão chorando...
DE
VOLTA AO PRESENTE
Samara – Não pode ser ele, não pode.
Com raiva, Samara joga a xícara no
chão e começa a chorar...
Lucimar – Filha? Aconteceu alguma
coisa?
Samara – Mãe, algo dentro de mim diz
que não foi o Sandro que destruí nosso salão, ele não é bandido.
Lucimar – Foi ele sim filha, você viu
com os seus próprios olhos.
Samara – E se a gente estiver
cometendo uma injustiça com ele?
Lucimar – Não estamos filha, ele
aprontou isso de vingança, esqueceu que você bateu na mulher dele?
Samara – Isso não faz sentido, alguma
coisa está errada nessa história, e eu vou descobrir isso agora.
Lucimar – Descobrir como? Aonde você
vai?
Samara – Eu vou na delegacia conversar
com o Sandro, e a senhora não vem atrás de mim.
Ela pega a bolsa e em seguida sai...
Lucimar – O amor é cego demais, ela
não consegue enxergar que foi ele que destruiu o sonho dela, ou será que não
foi, aí agora estou confusa.
Anselmo se aproxima...
Anselmo – Confusa com o que dona
Lucimar?
(Pergunta o vilão desconfiado)
Cena
006 // Mansão de Sandro // Manhã
No quarto da vilã...
Flávia acorda e percebe que Sandro não
dormiu em casa...
Flávia – Aonde será que o Sandro está?
(Pergunta a vilã desconfiada)
Ela se levanta e desce para parte de
baixo da mansão...
Flávia – Sandro, você está aí amor?
Cadê você?
(Grita a vilã)
Maria
entra...
Maria – Está procurando alguém Flávia?
Flávia se assusta ao ver Maria na
mansão...
Flávia – Maria o que você está fazendo
aqui? Era para você estar na boate trabalhando para o meu pai.
Maria – Eu não trabalho mais para o
seu pai, e muito menos para você sua desgraçada.
Flávia – Você só pode estar bêbada ou
caiu e bateu a cabeça, e esqueceu que eu mantenho o seu filho escondido.
Maria – Não bebo e muito menos cai, eu
estou em sã consciência e ansiosa para ver o seu reinado cair.
(Diz a jovem encarando a vilã)
Flávia – Eu vou ligar para o meu pai
vim buscar você.
Maria pega o celular da vilã e joga no
chão...
Maria – Não vai ligar para ninguém sua
vadia desgraçada.
Flávia – O meu pai tem que saber que
você está aqui.
Maria – O seu querido pai está morto
agora, acho que agora você não tem ninguém para te proteger né Flavinha.
Flávia – Como assim está morto? O que
você fez com ele?
(Pergunta a vilã quase chorando)
Maria – Quem matou ele, foram os
próprios capangas dele, que traição né querida.
Flávia – Não pode ser verdade, o meu
pai não.
A vilã começa a chorar...
Maria – Sofre vai sua cachorra, agora
você está sentindo na pele o que é sofrer, sua cadela.
Flávia – A culpa é sua, eu vou matar
você e vai ser agora.
A vilã parte pra cima da jovem e
começa a enforcar ela....
Flávia – Eu te mato sua desgraçada,
você acabou com a vida do meu pai.
Maria – Eu não matei ninguém sua
louca.
Adelino entra na sala...
Adelino – Já chega Flávia, a sua
máscara caiu sua bandida.
Flávia – Adelino?
(Pergunta a vilã assustada)
FORMA-SE
UM TABULEIRO DE XADREZ EM FLÁVIA
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