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Capítulo
047
Começa
onde terminou o capítulo anterior
Cena 001
// Rua // Manhã
Na rua sem saída...
Olívia – Eu não quero machucar ele, por favor não se aproxima de
mim.
Maria – Calma, eu não vou te fazer mal, eu só quero o meu filho de
volta.
Olívia – Eu não posso te devolver ele, senão quem vai morrer será
eu.
Maria – Ninguém vai te machucar, entregue-me o Júnior, que te
garanto que ninguém fará mau a você.
Olívia – Não vou entregar ele para você.
(Diz a bandida com medo)
Enquanto
isso...
No “falso orfanato”...
Adelino – Ainda bem que vocês chegaram, elas foram por ali,
prendam aquela bandida que está com uma toca na cabeça.
Os policiais e Adelino vão atrás de Maria e Olívia...
Na rua
sem saída...
Maria – Você não tem ideia de quanto eu sofri sem o meu filho, eu
te peço entrega ele pra mim.
Olívia – Não, eu vou matar ele, se eu não matar, ela me matará.
Maria – Eu já disse que ninguém vai fazer mal a você, pelo amor de
Deus, dá o meu filho para mim.
Olívia – Droga, ela não vai desistir de querer a criança de volta,
eu preciso me decidir.
Dentro do
carro preto...
Flávia – Entrega a criança para ela, para você ver só o que vai te
acontecer.
(Diz a vilã nervosa)
A vilã liga o carro e coloca a mão no volante...
Do lado
de fora...
Olívia – Eu vou entregar ele, mas em troca vai ter que a me
ajudar.
Maria – Aceito qualquer coisa, pelo meu filho eu sou capaz de
tudo.
Olívia – Eu não tenho outra escolha.
A mulher com a criança no colo caminha em direção de Maria...
Maria – Finalmente vou ter o meu filho de volta comigo, depois de
tudo que sofri e aguentei para ter ele de volta para mim.
(Diz a jovem quase chorando de felicidade)
Dentro do
carro...
Flávia – Eu não estou vendo isso, droga, desgraçada, você assinou
sua sentença de morte, sua desgraçada.
A vilã acelera o carro e parte para cima de Olívia...
Do lado
de fora...
Maria – Eu conheço esse carro, não pode ser é a Flávia.
Olívia vê o carro vindo na direção dela e joga a criança para
Maria, que consegue pegar ele rapidamente...
Maria – Meu filho, finalmente consegui resgatar ele, graças a
Deus.
Ela abraça e beija Junior...
Dentro do
carro...
Flávia – Eu avisei que você morreria, caso não cumprisse o
combinado.
Do lado
de fora...
A vilã atropela Olívia, a mulher cai em cima do carro e vai
rolando para o chão, batendo com a cabeça, ainda consciente, ela olha para o
carro da vilã e diz...
Olívia – Eu cuidei bem dessa criança, eu não deixei que Antônio e
nem essa vaca fizesse mau a ele, me perdoa Maria.
Maria – Você tem o meu perdão, obrigado por ter cuidado muito bem
dele.
Dentro do
carro...
Flávia – Essa ordinária ainda não morreu, mas agora ela morre, de
qualquer jeito, ela vai para o inferno.
A vilã dá ré com o carro e passa em cima de Olívia, a falsa
diretora morre na hora.
Flávia – Consegui, hahaha, agora quero ver quem vai me entregar
para a polícia.
(Comemora a vilã buzinando)
Maria – A Flávia está completamente louca, meu Deus, ela precisa
de ajuda, não deixe que nada de ruim aconteça com a gente.
(Diz a jovem com medo)
Cena 002
// Casa de Cleiton // Manhã
Na sala...
Cleiton – Eu falei isso, eu não me lembro, e se lembro falei por
falar.
(Diz o motociclista mentindo)
Pedro dá um tapa na cara de Cleiton...
Pedro – Não minta para nós Cleiton, eu sei muito bem que você está
escondendo alguma coisa da gente, eu percebi como a sua fisionomia mudou quando
te perguntei.
Cleiton – Eu juro que não estou mentindo, eu jamais mentira para
vocês.
Isaura – Não precisa esconder da gente, somos os seus pais, a
gente pode ajudar você.
Cleiton – Eu não estou escondendo nada mãe, acredita em mim.
Isaura – Estamos tentando acreditar em você filho, dá para ver e
sentir que você está mentindo.
Cleiton – Chega, eu não aguento mais esconder isso de vocês.
(Grita o motociclista quase chorando)
Isaura – Conte para nós filho, o que você aprontou contra o
Sandro.
Cleiton – Eu tenho muita vergonha do que eu fiz, com o meu melhor
amigo, era meu amigo, agora não sei.
Pedro – Diga logo filho.
Isaura – Não pressiona ele amor, deixa ele contar sozinho.
Cleiton – Eu sabotei a moto dele, fui eu que provoquei o acidente
dele.
Pedro – Não acredito que você teve essa coragem meu filho.
Cleiton – Eu não tive escolha, ele me chantageou, se eu não
fizesse o que ele queria, ele iria denunciar vocês pra polícia.
Pedro – Quem mandou você fazer isso?
Cleiton – O Ricardo, o meu patrocinador, ele queria que todos
pensassem que a moto de Sandro tivesse quebrado sozinha, ele queria o dinheiro
do seguro.
Pedro – Como ele teve a coragem de fazer uma coisa dessa, é muita
maldade para uma só pessoa.
Isaura – Filho, você tem a noção da gravidade do problema? Você
quase matou o Sandro, sorte dele que ele não morreu.
Cleiton – Eu não fiz só porque o Ricardo mandou, eu fiz também por
raiva e ódio do Sandro.
Pedro – Por que filho?
Cleiton – Ele roubou a minha namorada, eu queria que ele morresse,
mas depois percebi que eu fiz uma coisa que não é o certo.
Pedro – Eu não acredito nisso, Cleiton, você quase matou o seu
melhor amigo por causa de uma mulher.
Cleiton – Eu sei pai, mas eu estou arrependido e estou disposto a
confessar isso para ele.
Isaura – Agora está explicado o porquê ele bebeu até cair.
Pedro – Filho, você vai ter que contar para a polícia sobre esse
crime do Ricardo, ele não pode continuar impune.
Cleiton – Eu vou fazer isso, mas primeiro vou procurar o Sandro e
salvar ele de um grande perigo que ele está correndo.
Isaura – Alguém quer matar ele?
Cleiton – Sim, a mulher dele, mas eu vou impedir isso e alertar
ele.
(Diz o motociclista confiante)
Cena 003
// Orfanato // Manhã
Maria chega com a criança...
Adelino – Graças a Deus, você conseguiu recuperar o seu filho.
Maria – Não só ele, mas a você também Adelino, muito obrigada.
Os dois se abraçam...
Adelino – A gente não achou vocês, cadê a Olívia?
Maria – A Flávia matou ela, eu vi com os meus próprios olhos.
Adelino – Meu Deus, alguém precisa brecar essa mulher antes que
mais pessoas viram vítimas dessa psicopata.
Maria – Eu estou morrendo de medo dela raptar meu filho de novo.
Adelino – Calma, ela não seria burra de querer aprontar duas
coisas contra uma mesma pessoa.
Maria – Vocês precisam fazer alguma coisa, não podem deixar essa
bandida solta.
Policial – Calma, não é bem assim que funciona as coisas,
precisamos de prova para prender ela.
Adelino – Uma confissão dela mesmo, já seria motivo de prisão?
Policial – Sim, mas é uma coisa bem difícil de conseguir.
Maria – Você está pensando em alguma coisa Adelino.
Adelino – Sim, mas não vai dar certo, não podemos fazer nada para
pegar a Flávia.
Maria – Eu vou contar tudo para o irmão dela, quem sabe ele tem
alguma ideia.
Adelino – Ok, o policial vai acompanhar você, eu já conversei com
ele.
Maria – Obrigada por tudo Adelino, Deus abençoe você.
Os dois se abraçam e a jovem acompanha o policial...
Adelino – Agora preciso saber onde o Sandro está.
Enquanto
isso...
Flávia chega na mansão...
Flávia – Eu preciso pensar num plano para fugir, eu não posso
continuar aqui.
Ela abre o guarda roupa, joga as roupas no chão e abre o cofre que
ela esconde...
Flávia – Esse dinheiro, eu preciso guardar ele, eu não posso usar
ele pra pagar Ronaldo, mas espera aí, eu já sei o que vou fazer.
Ela pega o celular e liga para Ronaldo...
Flávia – Ronaldo, sou eu a Flávia.
Ronaldo – Já conseguiu a minha grana? Eu preciso fugir antes que
me acham.
Flávia – Sim, eu quero te encontrar para entregá-la.
Ronaldo – Tão rápido assim? Você não está pensando em me passar a
perna não né
Flávia – Eu não vou passar a perna em você, eu quero dar logo esse
dinheiro para você ir para bem longe.
Ronaldo – Ok, vamos nos encontrar no galpão onde foi o cativeiro
do Adelino, pode ser?
Flávia – Sim, quando?
Ronaldo – Hoje à noite, e não esqueça vai sozinha.
Flávia – Ok.
A vilã desliga e diz...
Flávia – Hoje eu me livro de você Ronaldo, e quero ver como vai me
entregar pra polícia.
(Diz a vilã confiante)
SÃO
PAULO
Cena 004
// Casa de Marcela // Manhã
Na cozinha...
Gaby – Bom dia, hoje acordei disposta a resolver logo esse assunto
da casa mãe.
Cida – O que você vai fazer filha?
Gaby – Aquilo que a gente decidiu mãe.
Marcela – Tomara que vocês resolvam isso logo, não gosto de ver a
Cida sofrer.
Gaby – Acho que eu percebi uma coisa, mas não vou comentar.
Marcela – Gaby você poderia deixar eu a sós com a sua mãe, eu
quero conversar uma coisa com ela.
Gaby – Claro que deixo, enquanto vocês duas conversam eu vou me
arrumar para ir na casa do meu pai resolver o assunto da casa, com licença.
Gaby se retira e vai para o quarto...
Cida – Então, há vários dias eu percebi uma coisa Marcela.
Marcela – Que coisa?
Cida – Que você quer falar algo, mas nunca consegue.
Marcela – É verdade, mas hoje eu vou falar tudo que está guardado
aqui dentro de mim.
Cida – Fale, eu quero ouvir.
Marcela – Eu estou apaixonada por você Cida.
Cida quase engasga...
Cida – Como assim apaixonada? Não estou entendendo.
Marcela – Eu me apaixonei por você, desde do primeiro dia que te
vi.
Cida – Marcela, eu não sei o que dizer sobre isso, você me deixou
sem graça.
Marcela – Eu guardei isso comigo, mas agora depois que seu
ex-marido veio aqui, me deu essa vontade de contar para você.
(Diz a mulher olhando para Cida)
Cida – Eu gosto de você, mas não do jeito que você gosta de mim.
Marcela – Você ainda ama o Roberto né, e quer voltar com ele, por
isso não quer me dar uma chance.
(Diz a mulher quase chorando)
Cida – Eu ainda amo ele, mas eu não posso dar uma chance a você
Marcela, eu não sou igual a você.
Marcela – Não precisa dizer mais nada, você já deixou bem claro
quem você quer.
Ela se levanta da mesa e vai para o seu quarto chorando...
Cida (Ri) – É cada uma que a gente escuta, primeiro meu ex-marido
pedindo perdão e agora a minha melhor amiga dizendo que é apaixonada por mim.
No
quarto...
Marcela deitada na cama diz...
Marcela – Eu vou te conquistar Cida, e você vai perceber que
também me ama, é só questão de tempo para isso acontecer.
(Diz a mulher confiante)
Cena 005
// Casa de Roberto // Manhã
Na sala...
Roberto está lendo o jornal e a campainha toca...
Roberto – Deixa que eu atendo.
Ele vai até a porta e abre...
Roberto – Filha, o que você está fazendo aqui?
(Pergunta o ex-banqueiro surpreso)
Gaby – Eu vim conversar com você pai, a gente precisa resolver um
assunto pendente nosso.
Roberto – Entre, fique à vontade.
Gaby – Sua nova mulher mudou a decoração que minha mãe tinha
montado.
Roberto – Eu até tentei impedir, mas ela queria mudar.
Gaby – Mas eu não vim falar sobre decoração, muito menos da sua
nova mulher.
Roberto – Creio que não, mas você começou a falar, achei estranho.
Gaby – Eu apenas comentei, olha pai se for para a gente discutir
eu vou embora.
Roberto – Não filha, fique, eu quero resolver a questão dessa casa
o mais rápido possível.
Gaby – Eu tenho um documento para te mostrar e provar que você não
pode ficar aqui.
Roberto – Como assim?
Gaby – Eu vou ser bem direta com você pai, essa casa sempre esteve
no meu nome, minha mãe mentiu para você, te deu documento falso.
Roberto – Ele não fez isso.
Gaby – Fez sim, vê esse documento, a prova de que eu não estou
mentindo, já que você está duvidando de mim.
Roberto pega o documento da mão de Gaby e lê...
Roberto – Pelo jeito está falando a verdade, e por que desse
documento?
Gaby – Então, eu como proprietária dessa casa, eu vendi ela em
segredo e agora ela pertence a uma empresa que vai derrubar e construir um mini
supermercado.
Roberto – Como é que é?
Gaby – Resumindo, você e sua atual mulher terão que deixar a casa.
Cristina – Eu não vou deixar essa casa e quero ver quem vai me
tirar daqui
(Grita a vilã)
Cena 006
// Delegacia // Manhã
Na recepção...
Vera – Bom dia, eu vim pagar a fiança do meu filho, o delegado
disse que com fiança ele sairia.
Tadeu – Bom dia, você pode pagar para mim e aguardar o delegado,
ele ainda não chegou da ocorrência que ele foi chamado.
Vera – Ele vai demorar para voltar?
Tadeu – Eu não sei, já faz algumas horas que ele saiu.
Vera – Pelo visto vai demorar, eu vou esperar.
Tadeu – Ok, qualquer coisa é só me chamar.
Vera vai sentar na cadeira e vê Samara...
Vera – A responsável por meu filho estar preso está aqui, veio
fazer o que? Acusar meu filho de mais algum crime?
Samara – Dona Vera, me perdoe, eu fui injusta com ele, eu sei que
seu filho não é criminoso.
Vera – Está arrependida?
Samara – Eu pensei melhor, o Sandro jamais faria isso comigo,
depois de tudo que vivemos juntos.
Vera – Garota, escuta no que vou te falar agora, fique longe do
Sandro, está me ouvindo?
Samara – Não estou entendendo, você sempre torceu pela gente e agora
muda de ideia?
Vera – Sim, você colocou o meu filho na cadeia, e eu tive que
arrumar dinheiro no banco para tirar ele daqui.
Samara – Eu não tive culpa, ele estava lá e a polícia chegou e
pegou ele em flagra.
Vera – Não interessa, você é a dona e do mesmo jeito tem culpa.
Samara – Eu não vou ficar longe do Sandro, só por que você quer,
eu vou continuar falando com ele e quero ver quem vai me impedir.
Vera – Se você não sair da vida dele, eu juro que vou transformar
a sua vida num verdadeiro inferno, é um aviso.
Em seguida, a vilã se levanta e vai para fora da delegacia...
Samara – Eu senti medo dela, nunca imaginei que a Vera fosse capaz
de me dizer essas palavras assustadoras.
(Diz a manicure surpresa)
Cena 007
// Casa de Lucimar // Manhã
No quarto dela...
Lucimar está guardando suas roupas e
resolve pegar a carta que José deixou...
Lucimar – O que será que está escrito
aqui dentro? Acho que vou dar uma olhada.
Ela abre o envelope e começa a ler a
carta...
Bom,
o que vou te falar agora, é muito importante e grave, o Anselmo não é essa
pessoa que vocês pensam que é, ele é um bandido, aquele assalto que teve na sua
antiga casa, foi ele que armou, ele pagou um colega para simular um assalto
para impressionar Samara, ele me ameaçou de morte quando eu descobri isso, eu
peço que vocês tomem muito cuidado com ele, e me desculpem por não ter contado
antes, eu estava com medo, por isso que escrevi essa carta e voltei para a
minha terra natal, eu peço que entregue essa carta para Samara, ela precisa
saber disso, eu amo vocês duas
Lucimar – Eu não consigo acreditar que
o Anselmo, é esse bandido que ele descreveu nessa carta, eu vou tirar essa
história a limpo.
(Diz a manicure surpresa e com raiva)
Ela sai do quarto e vai falar com
Anselmo...
Lucimar – Anselmo, eu quero que você
me explica isso, e quero que seja agora.
(Grita a mulher com raiva)
Anselmo – Explicar o que? Eu não sei
do que você está falando.
Lucimar – Mais é muita cara de pau
mesmo, não adianta esconder eu já sei que você armou aquele assalto para
impressionar Samara.
Anselmo – Até que demorou para aquele
idiota do seu irmão contar para vocês.
Lucimar – Você não presta, bem que meu
irmão tinha razão quando desconfiava, ele já sabia o mau-caráter que você é.
Anselmo – Já terminou de falar? Agora
me dê licença, tenho que arrumar minhas coisas.
Lucimar – Quer saber de uma coisa, eu
vou agora na delegacia denunciar você, eu não duvido muito que foi você que
destruiu o meu salão e jogou a culpa no Sandro.
Anselmo – Fui eu sim e qual o
problema?
Lucimar – Desgraçado, eu mato você,
como você pode fazer isso comigo?
Anselmo – Culpa da sua queridinha
filha, ela me trocou pelo Sandro e eu falei que iria me vingar dela.
Lucimar – Eu vou tirar o Sandro da
cadeia e vai ser agora.
Ela sai do quarto nervosa...
Anselmo – Acho que ela não vai muito
longe não hein.
Lucimar pega a bolsa dela no quarto e
diz...
Lucimar – Eu vou te entregar para a
polícia seu bandido desgraçado.
Ela começa a andar e não vê que a escada
está com sabão e escorrega, e cai rolando, batendo a cabeça, desmaiando na
hora...
Anselmo – Eu falei que ela não iria
muito longe, vai me denunciar para quem hein, mulher burra, tomara que morra,
manicure de quinta categoria.
FORMA-SE
UM TABULEIRO DE XADREZ EM LUCIMAR CAÍDA DESACORDADA NO CHÃO
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