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ABERTURA
ÚLTIMO
CAPÍTULO
Capítulo
060
Começa
onde terminou o capítulo anterior
Cena 001
// Mansão do Sandro // Manhã
No quarto do Sandro...
Sandro – Você não seria capaz de matar a Samara, você está
blefando.
Flávia – Eu não estou blefando, eu já matei, eu posso
muito bem tirar a vida dessa vadia, mas quem decide isso é você Sandro, o que
me diz? Vai aceitar a minha proposta?
Sandro – Eu aceito Flávia, mas pelo amor de Deus não machuca a
Samara, eu te peço.
Flávia – Você não está em condição de me pedir nada, e presta
atenção no que vou te falar agora.
Sandro – Eu estou prestando, pode falar.
Flávia – Você tem duas horas para me encontrar no aeroclube, e nem
pense em chamar a polícia, se você chamar, a Samara morre, está me ouvindo?
Sandro – Ok, eu não vou chamar, fica tranquila.
Flávia – Até mais então meu amorzinho.
A vilã desliga....
Sandro – A Flávia enlouqueceu de vez, só pode.
Vera consegue entrar no quarto...
Vera – Filho, eu escutei toda a conversa, você não pode fazer
isso, eu não vou permitir que você fuja com essa bandida.
(Diz a mulher com medo)
Sandro – Mãe, eu não tenho outra escolha, se eu avisar a polícia a
Samara morre.
Vera – Você tem que avisar o delegado, essa bandida não pode
fugir.
Sandro – A senhora está adorando esta ideia da Samara morrer, só
pra se sentir vingada.
Vera – Está enganado meu filho, eu não sou esse monstro que você
imagina.
Sandro – Eu não preciso imaginar nada, eu vejo isso.
Vera – A gente vai achar uma solução, não precisamos fazer o que a
Flávia está pedindo.
Sandro – Eu vou fazer isso e pronto, quero ver quem vai me
impedir, agora faça o favor de não se intrometer nesse assunto.
Vera – Eu me intrometo sim, você é meu filho e eu não quero te
perder.
Sandro – Você já me perdeu, quando escondeu de mim o seu passado.
Ele sai do quarto quase chorando...
Vera – Eu não posso permitir que ele faça o que a Flávia mandou,
eu vou falar com o delegado.
A mulher pega o celular e liga para o delegado...
Vera – Delegado, eu preciso falar com você, e tem que ser agora.
Delegado – Vem aqui na delegacia.
Vera – Ok estou indo.
Ela deixa a mansão de Sandro e vai para a delegacia...
Enquanto
isso...
No esconderijo de Flávia....
Flávia – O Sandro mordeu a isca, agora só me preparar para ir
embora com ele.
Anselmo – Como? Eu ouvi bem?
Flávia – Eu vou fugir com o meu amor, com o homem que eu amo.
Anselmo – Você enlouqueceu? A gente tinha um trato Flávia,
esqueceu?
Flávia – Quem disse que vou fugir com você? Jamais isso vai
acontecer.
Anselmo – Eu não estou acreditando que você mentiu pra mim, depois
de tudo que eu fiz pra te ajudar, é assim que me paga?
Flávia – Eu só te usei querido, eu não quero nada com você.
Anselmo – Sendo assim, você não me deixa escolha Flávia.
Flávia – Do que você está falando?
Anselmo saca a arma e aponta na direção da vilã...
Anselmo – Eu me preparei caso você me passasse a perna, eu tinha
certeza que você iria fazer isso, você ama o Sandro, como eu pude ser tão
idiota em acreditar em você.
Flávia – Calma Anselmo, não precisa fazer isso, vamos conversar.
Anselmo – Não tem conversa, eu já estou decidido em fazer isso.
(Diz o vilão apontando a arma na direção de Flávia)
Cena 002
// Hospital // Manhã
Na UTI...
Eduardo – Você não pode estar falando sério, eu não estou
paraplégico.
(Diz o mecânico quase chorando)
Maria – Eu posso imaginar o que você está sentindo agora, mas é a
verdade, quando me contaram eu não acreditei.
Eduardo – Não pode ser, eu não posso
mais andar, como eu vou trabalhar? Eu dependo da minha mecânica.
Maria – Calma amor, a gente vai dar um jeito, não pode desistir só
por causa disso.
(Diz a jovem triste)
Eduardo – Você fala assim, porque não é você que vai ficar numa
cadeira de rodas invalido.
Maria – Você pode ter uma vida normal Eduardo, só que você vai ter
umas limitações, mas não fica triste, o importante é que você está vivo amor.
Eduardo – Você não entende, não adianta ficar aqui debatendo com
você, uma coisa que você não consegue entender.
Maria – Eu entendo, mas você não pode falar que a sua vida acabou,
hoje em dia cadeirantes podem ter uma vida normal, meu amor.
Eduardo – Isso não é vida Maria, ficar preso a uma cadeira de
rodas, sem poder andar, sem concertar carros, sem dirigir.
Maria – Eu não vou discutir com você, com o tempo você vai se
acostumar, eu vou estar do seu lado meu anjo.
(Diz a jovem quase chorando)
Eduardo – Eu fui muito injusto com você Maria, eu já sei de toda a
verdade, eu não sei o que falar, a não ser te pedir perdão.
Ele começa a chorar...
Maria – Você não foi injusto comigo amor, você tinha motivos para
não acreditar em mim, a sua irmã te deixou cego em relação a mim.
Eduardo – Por culpa daquela desgraçada eu estou nesse hospital.
Maria – Foi ela que provocou o seu acidente?
Eduardo – Não, mas o motivo foi que eu descobri um monte de coisa
sobre o meu passado, eu nunca imaginei que a Flávia seria tão mal assim.
Maria – Eu sempre soube que ela era uma mau-caráter, mas afinal o
que você descobriu?
Eduardo – A minha mãe era prostituta, eu nasci de um programa que
ela fez com o Antônio, o meu pai.
Maria – A Rita? Ela era prostituta?
Eduardo – Sim, a minha tia me contou tudo, e ainda tem mais, a
Flávia ajudou o meu pai a matar a Rita a própria mãe, minha irmã é uma
assassina, eu não consigo acreditar nisso.
Maria – Ela é sim uma assassina, ela matou a mulher que estava com
o Júnior, o nosso filho.
Eduardo – Mas eu não quero mais ouvir coisa sobre ela, do que vem
daquela mulher me dá nojo.
Maria – Ela transformou a nossa vida num verdadeiro inferno, mas
tenho certeza que agora ela vai pagar por todo mal que fez com a gente.
Eduardo – Obrigado por estar aqui amor, eu achei que você nunca
mais iria olhar na minha cara.
Maria – Eu jamais iria fazer isso, você sabe que eu te amo, e por
isso que estou aqui, eu quero estar sempre com você meu amor.
Eduardo – Quando eu vi você aquele dia, na boate, me cortou o
coração, eu sofri bastante, mas agora eu entendo que você fez tudo aquilo por
causa do nosso filho.
Maria – Eu não fiz só pelo Júnior, eu fiz por você também, a sua
irmã te ameaçou de morte, eu fiquei morrendo de medo de te perder.
Eduardo – Eu senti tanto a sua falta meu amor, você não tem ideia.
Maria – Eu também, graças a Deus que você está vivo e nós vamos
cuidar muito bem do Júnior.
Eduardo – Mesmo eu na cadeira de rodas, eu vou me esforçar pra
cuidar de você e do nosso filho.
Maria – Eu te amo amor, te amo muito.
Eduardo – Eu também, e vou te amar pelo resto da minha vida.
Ela se deita ao lado do marido e os dois se beijam...
SÃO
PAULO
Cena 003
// Casa de Roberto // Manhã
Na sala...
Cristina – Eu vou abrir a porta, Breno chega perto do Roberto e
encosta a arma nas costas dele, qualquer coisa você atira.
Breno – Ok maninha.
Roberto – Cristina desista dessa loucura, não precisa terminar
desse jeito.
Cristina – Calado, quem decide as coisas aqui sou eu e não você.
(Diz a vilã brava)
Do lado
de fora...
Gaby – Abre a porta pai, vamos acabar logo com isso.
Cristina abre a porta...
Gaby – A gente tem muito o que conversar Cristina, posso entrar?
Cristina – Claro, entre, vamos ter o tempo que for preciso pra
conversar.
Gaby entra na casa...
Gaby – Achei que vocês já tivessem arrumado as malas, mas pelo
visto ainda não arrumaram.
Cristina – E nem vamos arrumar elas, porque não vamos deixar essa
casa.
Gaby – Como não? Eu vendi essa casa, esqueceu que ela é minha?
Cristina – Garota, você acha que me engana? Eu sei muito bem que
essa história não é verdade.
Gaby – Como não? Eu tenho documento comprovando isso, não existe
nenhuma mentira, isso é coisa da sua cabeça.
Cristina dá um tapa na cara de Gaby...
Cristina – Você mente muito mal hein garota, igualzinho ao seu
pai.
Roberto – Encosta mais uma vez nela pra ver o que acontece com
você.
Gaby parte pra cima de Cristina, mas a vilã é mais esperta e segura
a entediada...
Cristina – Olha que cena mais linda, o pai e a filha vão morrer
juntos.
Gaby – Me larga, ninguém vai morrer aqui.
Cristina – Claro que vão...
A vilã amarra Gaby na cadeira e em seguida começa a tacar álcool
na casa inteira...
Gaby – Você só pode estar louca, me solta agora.
Cristina – De jeito nenhum, vocês dois morrerão onde viveram a
vida inteira.
Roberto consegue fazer Breno se distrair, pega a arma e dá uma
coronhada na cabeça do bandido que desmaia na hora, em seguida ele joga a arma
no chão...
Roberto – Já chega Cristina, o seu showzinho acabou, larga esse
fosforo agora.
Cristina – De jeito nenhum, nos três vamos morrer juntos, a Cida
vai ficar sem o marido e sem a filhinha dela.
Gaby – Socorro, alguém ajuda a gente.
Cristina – Ninguém vai te escutar garota, eu tranquei todas as
janelas.
Roberto – Cristina por tudo que a gente viveu, larga esse palito
de fosforo, eu te peço.
Cristina – Não vou largar, se eu não posso ter essa casa, ninguém
vai ter.
A vilã risca e joga, o fogo começa a pegar rapidamente...
Cristina – Olha que coisa mais linda de se ver, o fogo é muito
lindo.
Roberto vai até a Gaby e começa a desamarrar a filha....
Roberto – A gente precisa achar um jeito de sair, o fogo vai
destruir tudo que tem aqui.
Gaby – Como pai? A Cristina trancou tudo e está pegando fogo em
tudo.
Roberto – Me segue, a gente vai ter que pular a janela.
Cristina pega a arma no chão...
Cristina – Parados, ou senão eu vou atirar em vocês dois agora.
Roberto – Atira em mim, não é esse o seu plano, me mata.
Gaby – Pai, não faz isso, deixa ela, vamos sair antes que o fogo
aumenta mais ainda.
Cristina – Vocês não me deixam outra alternativa.
A vilã aponta a arma na direção de Roberto e Gaby, na hora que ela
vai atirar, uma madeira pegando fogo cai do teto em cima dela, o fogo consome
ela rapidamente e ela acaba morrendo...
Roberto – Vamos sair rápido filha, essa casa vai desabar.
Ele e a filha conseguem sair pela janela...
Em seguida o fogo consome a casa inteira e em poucos minutos a
casa desaba....
Gaby – A casa da minha mãe, completamente destruída, eu não me
conformo com isso.
Diz a jovem quase chorando...
Roberto – A gente poderia ter evitado isso, mas você inventou de
que vendeu a casa.
Gaby – A culpa de tudo isso é sua, você trouxe essa Cristina pra
nossas vidas, adiantou alguma coisa? A sua amante está morta e você sozinho.
Roberto – Filha, eu sei que errei, mas dá uma segunda chance pra
mim.
(Diz o ex-banqueiro arrependido)
Gaby – Você não mereceu nem a primeira chance que teve, eu te
admirava pai e muito, eu estou sofrendo muito, mas eu não posso permitir que
você cometa o mesmo erro outra vez.
Roberto – Conversa com a sua mãe, me ajuda filha, eu te peço.
Gaby – Desculpa pai, mas eu não vou fazer isso, você teve a sua
chance e desperdiçou, agora aguenta, nem pensa em vim atrás de mim ou da minha
mãe, você morreu pra gente.
(Diz a jovem triste)
Em seguida ela se retira...
PAULÍNIA
Cena 004
// Esconderijo da Flávia // Tarde
Na sala...
Flávia – Abaixe essa arma Anselmo, não vai adiantar em nada você
me matar agora.
Anselmo – Vai sim, pelo menos eu vou me vingar de você, sua
mentirosa desgraçada.
(Diz o vilão com raiva)
Flávia – Para de ser burro Anselmo, você vai ter a chance de ter
Samara pra sempre, desista de me matar e venha comigo para o aeroclube.
Anselmo – Como posso ter certeza de que você está falando a
verdade pra mim?
Flávia – Lá você verá, confia em mim lindo, eu tenho a plena
certeza de que você não vai se arrepender.
Anselmo guarda a arma dele...
Anselmo – Se você estiver mentindo pra mim, eu te mato lá mesmo
cretina.
Flávia – Não será preciso, agora me ajuda a tirar a Samara do
quartinho e leva-la pro carro.
A dupla
de vilões vai até o quartinho...
Flávia – Você me espera aqui, enquanto isso vai abrindo o carro,
não podemos demorar.
Anselmo – Será que o Sandro vai aparecer lá?
Flávia – Eu tenho certeza que sim, ele não vai querer perder o
amor dele.
Anselmo – E pra onde você vai com ele?
Flávia – Uruguai e de lá partiremos para Romênia, eu tenho uma
propriedade lá.
Anselmo – Você é uma caixinha de surpresa, eu não me surpreendo
mais com você.
Flávia – Fica quieto, a Samara não pode imaginar que você está me
ajudando nisso.
Anselmo – Ok.
Flávia
entra no quartinho...
Flávia – Bora levantar, temos uma longa viagem pela frente e eu
não quero demorar.
Samara – Para onde você vai me levar Flávia?
(Pergunta a manicure preocupada)
Flávia – Logo você descobrirá, agora anda logo.
Samara sai do quartinho...
Samara – Anselmo? Você está junto com a Flávia?
Flávia – Eu falei pra você ficar no carro.
Anselmo – Sempre estive com ela, e olha que ela é uma ótima
parceira em armações, além de ser linda é claro.
Samara – Vocês dois são doentes, se o arrependimento matasse, eu
jamais teria te conhecido Anselmo.
Anselmo – Mas como ele não mata, vai ter que se conformar com
isso.
Samara cospe na cara de Anselmo, em seguida ele bate nela...
Anselmo – Nunca mais faça isso, está me ouvindo?
Flávia – Anselmo, não faz isso, eu jurei pro Sandro que não
machucaria ela.
Samara – Vocês vão me levar pro Sandro? É isso mesmo que eu
entendi Flávia?
Flávia encara Samara...
Cena 005
// Casa de Lucimar // Tarde
Na sala...
Sandro entra...
Lucimar – Alguma notícia da minha filha?
Sandro – Sim, a Flávia vai libertar ela, mas em troca ela quer que
eu fuja com ela.
Adelino – A loucura dela não tem limites, ela não pode fugir, a
gente precisa chamar a polícia.
Sandro – Não podemos, se tiver polícia envolvida no meio, a Flávia
vai matar a Samara.
Lucimar – A gente vai ter que ceder essa chantagem ridícula da
Flávia, ela não mede esforço pra conseguir as coisas.
Sandro – Ela quer eu, o encontro será daqui duas horas no
aeroclube, eu tenho que ir pra lá.
Adelino – Eu vou com você filho, quem sabe a gente consegue
pega-lá.
Sandro – É melhor não pai, fica aqui com a Lucimar, eu mando
notícia pra vocês.
Lucimar – Eu confio em você Sandro, pelo amor de Deus salve a
minha filha, eu te peço.
Sandro – Eu estou disposto a me sacrificar pela Samara, não se
preocupe, eu vou trazê-la de volta, eu prometo.
(Diz o jovem confiante)
Adelino – Boa sorte filho, que Deus esteja com você, e que ele te
proteja.
Sandro – Obrigado pai, se alguma coisa der errado, saiba que eu
amo muito você.
(Diz o jovem emocionado)
Lucimar – Vamos ficar aqui orando pra que tudo dê certo, a vida da
Samara está nas suas mãos.
Sandro – Obrigado, tenho fé que tudo vai dar certo, bom agora
tenho que ir, até o aeroclube demora um pouco.
Adelino – Vai meu filho, e manda notícias por favor.
Sandro – Quando eu chegar lá, eu aviso vocês, fiquem tranquilo.
Adelino e
Lucimar abraçam Sandro, em seguida ele sai...
Lucimar – Que ele consiga resgatar a minha filha, meu Deus ajude o
Sandro, eu te peço.
(Diz a manicure quase chorando)
Adelino – Vamos rezar Lucimar, a única coisa que podemos fazer
agora é rezar.
Os dois começam a rezar...
Enquanto
isso...
No
esconderijo de Flávia // No jardim, perto do carro.
Samara – Eu te fiz uma pergunta Flávia, me responda.
(Grita a jovem brava)
Flávia – Eu respondo se eu quiser, agora entra nesse maldito
carro.
Samara – Não vou entrar enquanto não me responder.
Flávia – Anselmo é com você, a mulher é sua.
Anselmo – Entra nesse carro agora, eu estou mandando.
Samara – Você não é nada meu para mandar em mim, eu não vou entrar
nesse carro e quero ver quem vai me colocar dentro dele.
Anselmo coloca Samara a força dentro do carro...
Anselmo – Escuta aqui garota, se a gente quiser te matar agora, a
gente mata, se quiser continuar viva, trate de obedecer a gente, entendeu?
Samara – Você é um monstro Anselmo, eu nunca imaginei que você
faria uma coisa dessa.
Anselmo – A escolha foi sua, quem mandou se apaixonar por outro
homem, se tivesse ficado comigo nada disso estaria acontecendo hoje.
Flávia – Eu vou ir sentada do lado da Samara, só pra garantir que
ela não tente algo.
A dupla de vilões entra no carro e em seguida saem....
Cena 006
// Delegacia // Tarde
Na sala de visita...
Ricardo – Olha só quem veio me visitar, o senhor Pedro e sua
mulher Isaura.
Pedro – Você conseguiu o que queria, por culpa sua, o meu filho
quase matou o melhor amigo dele.
Ricardo – Culpa minha? Ele apronta e a culpa é minha? Não me faça
rir.
Isaura – É culpa sua sim, você fez tudo de caso pensado, matou o
Victor só para chantagear o Cleiton e depois usá-lo no seu plano.
(Grita a mulher nervosa)
Ricardo – O seu marido não contou o porquê eu matei o Victor e
joguei a culpa em vocês? Pede para ele contar a verdade, eu quero ver se você
vai gostar de saber.
Pedro dá um soco na cara de Ricardo...
Pedro – Chega de mentir Ricardo, ninguém mais acredita nas suas
palavras.
Isaura – Eu quero saber disso, agora começou termina de falar.
Pedro – Não percebe que ele está inventando isso para causar
intriga entre a gente, esse cara é um monstro.
Ricardo – Conte a ela sobre aquela noite, conte a ela que você
presenciou o crime, que ainda por cima me ajudou a esconder o corpo de Victor.
Pedro – Cala sua boca, seu monte de lixo.
Isaura – Chega Pedro, agora eu quero saber da verdade, pode
começar a falar.
Pedro fica tenso...
Ricardo – Pelo jeito ele não vai ter coragem de contar, ah eu
esqueci ele é um covarde.
Isaura – Se ele não vai me contar a verdade, você me conta
Ricardo.
Pedro – Não, deixa que eu mesmo conto.
Ricardo – Agora as coisas vão esquentar, estou muito feliz por
isso.
Isaura – Pode começar a contar Pedro, estou esperando.
(Diz a mulher nervosa)
Pedro – Eu presenciei a morte do Victor, eu que capturei o morador
de rua naquela noite.
FLASH
BACK
FAVELA CAMPÃO//
NOITE
Pedro e
alguns policiais prendem Victor...
Victor –
Me soltem, eu não fiz nada de errado, por que estão fazendo isso comigo?
Pedro –
Recebemos uma denúncia de que você assaltou uma residência e pela discrição da
vítima, o assaltante parece muito com você.
Victor –
É uma injustiça o que vocês estão fazendo comigo, eu não assaltei nada.
Pedro –
Levem ele e já sabem o que tem que fazer né?
Policial
– Sim.
Victor –
O que vocês vão fazer comigo? Vão me matar?
Pedro –
Eu não queria estar na sua pele agora.
Pedro
ordena que os policiais dão um corretivo no morador de rua...
Alguns
minutos depois...
Ricardo
chega...
Ricardo –
Olha só hein, fizeram um belo trabalho do jeito que falei, estão de parabéns.
Pedro – O
que mais você quer que a gente faça?
(Pergunta
o policial irritado)
Ricardo –
Mate ele, eu quero o Victor morto agora.
Pedro –
Eu não vou matar ninguém, esqueça isso Ricardo, agora deixa eu ir, já está
tarde.
Ricardo
tira sua arma do bolso e atira em Victor três vezes...
Pedro –
Ricardo, ficou maluco? Você matou o cara, e agora?
Ricardo –
A missão foi cumprida, esse morador de rua não vai mais prejudicar ninguém.
Pedro –
Você é um louco, matar um inocente a queima roupa, isso não se faz.
(Diz o
policial nervoso)
DE VOLTA
AO PRESENTE
Pedro – Depois disso, o Ricardo passou a me chantagear, disse que
se eu não fizesse o que ele mandasse, mataria a minha família.
(Diz o ex-policial quase chorando)
Ricardo – E você fez tudo certinho, assumiu um crime que não foi
você que cometeu.
Pedro – Desgraçado, eu vou matar você, por culpa sua eu fui
exonerado do cargo, você destruiu o meu sonho de seguir carreira na polícia.
Ricardo – Se você tivesse feito o que eu mandei, tivesse matado o
Victor, nada disso teria acontecido.
Isaura – Eu não sei o que dizer sobre isso.
Pedro – Me perdoa amor, eu não deveria ter escondido nada disso de
você, eu fui um covarde.
Isaura – Eu estou muito decepcionada com você Pedro, eu achei que
você confiasse em mim, mas pelo visto não confia.
Ela pega a bolsa dela na cadeira e sai da delegacia...
Pedro – Isaura volta aqui amor, vamos conversar.
Ricardo – Vai atrás dela, vai salvar o seu casamento de merda.
Pedro – Cala boca Ricardo, você conseguiu o que queria, destruiu o
meu casamento, tomara que você apodreça nessa cela de delegacia.
Ricardo começa a rir da cara de Pedro...
Do lado
de fora da delegacia...
Pedro consegue alcançar Isaura....
Pedro – Amor vamos conversar, não faz isso comigo, eu te peço.
Isaura – Não temos nada para conversar, você mentiu pra mim, disse
que não tinha envolvimento com a morte do Victor e agora você diz que tem.
Pedro – Eu sei que eu errei, mas fiz isso para proteger você e o
Cleiton, tenta me entender amor.
Isaura – Eu não quero ouvir mais a sua voz, me deixa sozinha por
favor.
(Diz a mulher chorando)
Pedro – Não faz isso comigo, tenta me entender.
Isaura – Eu não quero brigar com você Pedro, já disse pra me
deixar sozinha.
Pedro – Ok, eu vou te deixar sozinha, só quero que você saiba que
eu te amo, e se eu menti, foi pra te proteger amor.
Em seguida ele se retira... e Isaura se entristece mais ainda...
Cena 007
// Aeroclube // Tarde
Dentro do
carro...
Samara está se lembrando de Sandro e começa a chorar...
FLASH
BACK
Sandro –
Para de inventar isso Samara, isso é coisa de novela.
Samara –
Eu não estou mentindo para você.
Sandro –
Se você não sair da minha frente, eu vou te tirar a força.
Samara –
Duvido, você não teria coragem disso.
Sandro
pega Samara pelo braço...
Sandro –
Sai do meu portão, eu quero entrar na minha casa.
Samara –
Eu não vou sair e quero ver quem vai me tirar daqui.
Sandro
começa a puxar Samara e os dois caem no chão, a jovem cai em cima dele...
Samara –
Estamos na mesma forma que tudo começou Sandro.
Sandro e
Samara ficam se olhando e em seguida começam a se beijar...
DE VOLTA
AO PRESENTE
Samara pega na sua correntinha e olha para o céu...
Flávia – Ainda não viu o Sandro e já está chorando, imagina quando
ver.
Samara – Cuida da sua vida e me deixa em paz.
Flávia – Olha o jeito que você fala comigo, não esquece que eu posso
matar você agora e dar só os seus ossos para o Sandro.
Samara – O Sandro nunca vai querer você, ele não te ama, nunca
amou.
Flávia – Ele me ama sim, e você vai ver ele provar isso hoje na
sua frente.
Anselmo – Onde eu estaciono o carro?
Flávia – Deixa aqui mesmo, agora desce e leva a Samara para dentro
do galpão, onde está aquele jatinho.
Anselmo faz o que Flávia mandou e leva Samara...
Flávia – Agora só esperar o Sandro chegar e colocar em pratica o
meu plano de fuga.
(Diz a vilã confiante)
Enquanto
isso...
Vera, Cleiton e o Delegado estão escondidos dentro do aeroclube
esperando o momento certo para agirem...
Alguns
minutos depois...
Sandro chega...
Sandro – Flávia, onde está você, eu já estou aqui.
Flávia aparece...
Flávia – Eu sabia que você não deixaria de vim, veio atrás de mim,
da sua mulher.
Sandro – Vamos acabar logo com isso Flávia, cadê a Samara?
Flávia – Calma, está muito apressado, não gosto disso, quero que
hoje seja perfeito.
Sandro – Calma nada, eu já fiz o que você mandou, eu já estou aqui
com você, agora liberte a Samara.
Flávia – Eu vou libertar depois que a gente tiver dentro desse
jatinho, entra nele agora.
Sandro entra no jatinho...
Vera aparece por trás e segura Flávia...
Vera – Você não vai a lugar nenhum com o meu filho sua bandida.
Flávia – O que você está fazendo? Só pode ser uma cilada.
Sandro desce do jatinho...
Sandro – Mãe o que a senhora está fazendo aqui?
Vera – Eu vim impedir que essa assassina fuja, ela tem que pagar
por todos os crimes que cometeu.
Flávia – Eu não vou pra cadeia, e quero ver quem vai me levar.
Vera – Não adianta fugir, o aeroclube está cercado, você não tem
para onde ir.
Flávia – Você armou contra mim Sandro, eu avisei se caso a polícia
estivesse envolvida.
Sandro – Eu não sabia disso, foi tudo armação da minha mãe.
Flávia – Agora, diga adeus a Samara, ela vai morrer.
Vera – Você não vai matar ninguém sua desgraçada.
As duas começam a disputar a arma e de repente um tiro é ouvido...
Sandro – Mãe...
(Grita o jovem)
Em outro galpão...
Anselmo – Você vai embora comigo, nunca mais vai ver o Sandro.
Samara – Eu não vou a lugar nenhum com você, eu não quero você
Anselmo.
Anselmo – Se você não for minha, não vai ser de mais ninguém.
(Diz o vilão bravo)
Samara – Você está doente Anselmo, isso é loucura.
Cleiton – Larga ela, ou senão eu vou acabar com você.
Anselmo – Quem é você?
Samara – Cleiton, como me achou aqui?
Cleiton – A polícia está aqui, esse cara e nem a Flávia tem como
fugir.
Anselmo aponta a arma na cabeça de Samara...
Anselmo – Se você se aproximar, ela morre, está me ouvindo?
Samara – Cleiton, vai embora, ele não está brincando.
Anselmo – Ela vai embora comigo, e quero ver quem vai me impedir.
Cleiton – Você não tem pra onde fugir, o aeroclube está cercado.
Anselmo – Eu não estou brincando, eu vou matar ela se você se
aproximar.
Cleiton – Sabe que você é muito burro cara, porque se eu disse que
você não tem como fugir, por que insiste nisso?
Anselmo – Eu sempre consigo fugir das coisas.
Cleiton – Eu acho que você está enganado hein, olha pra trás.
O delegado aparece, e consegue mobilizar Anselmo...
Anselmo – Me larga, eu não vou pra delegacia.
Delegado – Vai sim, lugar de bandido é na cadeia, levem ele daqui.
Anselmo – Eu vou me vingar de todos vocês, eu juro que vou.
Delegado – Levem ele logo daqui.
Anselmo é levado para a viatura...
Samara – A Flávia deve estar agora no jatinho, Delegado, você
precisa impedir ela.
Delegado – Ela não vai conseguir fugir, o jatinho que ela
escolheu, eu esvaziei o tanque.
Cleiton – Aonde eles estão?
Samara – Em outro galpão, no primeiro.
Delegado – Vamos pra lá, tem uma equipe perto deles, vamos
rápido...
Samara e Cleiton vão junto com o Delegado até o outro galpão...
Cena 008 // Casa de Marcela // Tarde
Gaby chega...
Cida – Filha, é aí, o que deu? Ele de volveu a casa?
Gaby – A gente perdeu a casa, a louca da Cristina tacou fogo e
casa desabou, não sobrou nada.
Cida – Eu não acredito nisso, a casa dos meus pais, destruída.
(Diz a doceira quase chorando)
Gaby – Mãe, eu acho melhor ter acontecido isso, eu mesmo não
aguentaria morar naquela casa.
Cida – E o seu pai? Onde ele está?
Gaby – Eu não sei, deve estar em algum lugar, eu não deixei que
ele vim aqui não.
Cida se entristece...
Enquanto
isso...
Roberto anda pelas ruas de São Paulo, e passa várias lembranças em
seu pensamento sobre seu casamento com Cida...
Roberto – Eu não deveria ter traído ela, por que eu fiz isso.
(Diz o ex-banqueiro)
Ele vê um casal jovem e se emociona ao se lembrar de Cida
FLASH
BACK
Na
praia...
Roberto –
Amor, falta pouco para o ano novo, e eu quero te fazer um pedido.
Cida –
Qual?
Roberto
pega o anel de noivado e mostra para Cida...
Roberto –
Você aceita se casar comigo? Se minha mulher para sempre?
Cida –
Claro que aceito, é o que eu mais quero e desejo.
Roberto e
Cida se beijam...
Cida – Já
é meia-noite amor, feliz ano novo
Roberto –
Pra você também, esse ano será diferente, será o nosso casamento.
Cida – Eu
te amo Roberto, te amo muito.
Os se
abraçam e ficam olhando os fogos de artificio no céu...
DE VOLTA
AO PRESENTE
Roberto – Eu era feliz ao lado dela e não sabia, fui um burro
trocando ela pela Cristina.
(Diz o ex-banqueiro chorando)
Ele chega numa praça e se deita no banco e continua chorando...
Enquanto
isso...
Na casa de Marcela...
Gaby – Mãe, eu foi arrumar minhas coisas, amanhã mesmo estarei
voltando para Paulínia.
Cida – Mas já filha? Fica aqui comigo, eu não quero ficar sem
você.
(Diz a doceira triste)
Gaby – Eu preciso voltar mãe, eu não posso deixar o meu marido lá
sozinho.
Cida – Eu gosto de ver esse amor de vocês, parece ser verdadeiro,
bem diferente do meu.
Gaby – Mãe, eu não quero ver você se lamentando, eu sei que é
difícil, mas a senhora precisa seguir a sua vida, eu tenho certeza que você vai
achar alguém que te mereça.
Cida – Eu não sei filha, eu não consigo mais acreditar nessa
questão.
Gaby – Consegue sim, basta você esquecer o passado, eu tenho
certeza que você será feliz.
Marcela
se aproxima...
Marcela – E vai ser feliz, se depender de mim vai ser feliz pelo resto
da vida.
Gaby – Eu vou lá dentro e daqui a pouco eu volto.
Gaby se
retira e vai para o quarto...
Cida – Marcela? Achei que você tivesse ido trabalhar.
Marcela – Eu tenho, mas antes eu preciso conversar com você.
Cida – Pode falar, agora estou desocupada.
Marcela – Eu recebi uma proposta de emprego no Rio de Janeiro e
vou ter que vender essa casa, e eu queria saber se você quer vim comigo.
Cida fica surpresa com o convite de Marcela...
PAULÍNIA
Cena 009 // Aeroclube // Tarde
Dentro do galpão...
Vera e Flávia largam a arma ao mesmo tempo, as duas se olham, com
as mãos ensanguentadas...
Vera – Eu nunca gostei de você Flávia, pena que eu não consegui
livrar meu filho de você.
Em seguida, ela cai no chão...
Sandro – Mãe, mãe, não pode ser, fala comigo.
Vera – Meu filho, eu não fui uma boa mãe pra você, eu fiz tudo
errado na minha vida.
Sandro – Não fala nada mãe, aguenta firme, eu vou te tirar dessa.
Flávia fica em estado de choque ao ver Sandro chorando...
Vera – Eu só quero te pedir uma última coisa filho, me perdoa por
ter mentido pra você, e diz pro Adelino que eu sempre vou amar ele e você.
Sandro – Mãe, resiste por favor, eu não quero perder a senhora.
(Diz o jovem quase chorando)
Vera – Eu não tenho mais forças filho, eu já estou de partida.
Sandro – Mãe, por mais que você tenha errado, eu nunca deixei de
te amar.
Vera – Tão bom ouvir isso, eu não queria que as coisas terminassem
desse jeito, me perdoa.
Sandro – Te perdoou mãe, aguente firme, alguém pelo amor de Deus
chama uma ambulância, minha mãe precisa de ajuda, rápido.
Vera – Não será preciso filho, eu te amo filho, te amo muito, diz
ao seu pai que eu amo ele também.
Em seguida, ela morre nos braços do filho...
Sandro – Mãe, mãe, fala comigo, não me deixa, mãe.
(Grita o jovem chorando)
Samara e Cleiton chegam no galpão...
Samara – Não pode ser, eu preciso ir lá.
Samara se aproxima de Sandro...
Sandro – Ela morreu, a minha mãe morreu salvando a minha vida.
(Diz o jovem chorando)
Samara – Eu sinto muito amor, eu estou aqui com você.
A jovem abraça ele...
Enquanto
isso...
Flávia fica desnorteada e sai do galpão...
Flávia – Não, eu não fiz isso, eu matei a mãe do meu amor.
Cleiton – Onde pensa que vai Flávia? Fim da linha sua bandida.
Flávia – Eu matei a Vera, eu matei a mãe do meu amor.
Cleiton – Você fez o que sua louca?
A vilã começa a ver as almas das pessoas que ela matou...
Flávia – Saem todos, vocês não podem fazer nada contra mim.
Ela cai no chão e começa a se bater, como se tivessem pessoas
tocando nela...
Cleiton – Ela enlouqueceu Delegado, olha isso.
Delegado – Acho que precisamos de um psiquiatra aqui, eu vou
chamar um que eu conheço
Todos ficam observando Flávia...
Alguns minutos depois, os médicos de uma clínica psiquiatra chegam
e levam Flávia...
SÃO
PAULO
Cena 010 // Casa de Marcela // Tarde
Na sala...
Cida – Você não pode fazer isso Marcela, não pode me deixar aqui.
(Diz a doceira triste)
Marcela – Então vem comigo, venha viver comigo meu amor.
Cida – Mas será que eu mereço o seu amor? Tenho tanto medo de
fazer você sofrer.
Marcela – Você merece ser feliz, vem ser feliz comigo, esqueça o
seu passado, venha viver um amor novo.
Cida – Você tem razão, eu preciso esquecer o passado, e preciso
seguir em frente.
Marcela – Então, eu prometo que vou fazer você muito feliz, isso
te garanto.
As duas se aproximam e em seguida se beijam...
Gaby que estava no quarto, vê a cena...
Gaby – Até que vim aconteceu, minha mãe merece ser feliz, por tudo
que passou.
(Diz a jovem emocionada)
Na
sala...
Marcela – Eu te amo Cida, eu sempre te amei.
Cida sorri pra ela...
Gaby se
aproxima...
Gaby – Gostei de ver as duas, finalmente se acertaram, já estava
na hora.
Cida – Filha, você estava torcendo pra que isso acontecesse?
Gaby – Sim, você merece ser feliz mãe, e eu tenho certeza que ela
vai te fazer feliz.
Marcela – Isso merece um brinde, uma nova vida para mim e para
Cida.
Ela pega uma bebida e Gaby as taças...
Gaby – Um brinde a felicidade, ao amor, a vocês duas.
Marcela – Que essa nossa nova etapa da nossa vida seja repleta de
amor e de alegria.
Cida – Eu nunca brindei, eu não sei o que falar para vocês.
Gaby – Claro, você nunca teve oportunidade pra isso mãe, agora tem
e bastante.
Cida – Ao futuro e que a partir de hoje, nada e ninguém vai
atrapalhar as nossas vidas.
As três brindam...
PAULÍNIA
Cena 011 // Casa de Lucimar // Tarde
Na sala...
Lucimar – Ninguém manda notícia, será que conseguiram resgatar
Samara, não posso perder minha filha.
(Diz a manicure aflita)
Adelino – Calma, eu vou ligar para o Sandro.
A campainha toca...
Lucimar – Deixa que eu atendo, tomara que sejam eles.
Ela vai até a porta e abre, e fica feliz de rever Samara...
Lucimar – Minha filha, graças a Deus você está a salva, fiquei com
tanto medo de te perder.
Ela dá um abraço bem apertado na filha...
Samara – Graças a Deus e ao Sandro.
Adelino – Cadê o Sandro? Não me diga que a Flávia conseguiu fugir
e levou o meu filho.
(Pergunta o homem preocupado)
Samara – Ele está cuidando do enterro, a Flávia matou a Vera, e
surtou, ela foi levada para uma clínica psiquiátrica.
Adelino – Onde ele está?
Samara – Ele está no cemitério municipal, o Cleiton está com ele
lá.
Adelino – Eu vou pra lá, eu preciso estar com o meu filho nesse
momento.
Adelino se despede, e em seguida se retira...
Lucimar – A Flávia não tem limites mesmo, ainda bem que
conseguiram pegar essa louca.
Samara – Foi horrível mãe, ela me deixou presa em quartinho com
baratas e ratos.
(Diz a jovem, ficando arrepiada)
Lucimar – Mas graças a Deus, você está a salva, eu não aguentaria
de te perder.
Maria chega...
Maria – Pessoal, desculpa a demora, eu tentei vim o mais rápido
possível.
Lucimar – Aconteceu alguma coisa filha?
Samara – Não aconteceu nada mãe, eu que chamei a minha irmã aqui,
queria ela estivesse aqui, quando eu chegasse, por isso pedi pro Sandro avisar
ela que eu viria pra cá.
Lucimar se emociona...
Lucimar – As minhas duas filhas aqui na minha frente, o tanto que
sonhei com isso, só Deus sabe o quanto eu sofri, mas eu nunca perdi a esperança
de um dia isso acontecer.
Maria e Samara sentam uma do lado direto e outra no lado esquerdo
de Lucimar, em seguida elas pegam na mão da manicure...
Maria – Agora você terá todo o tempo do mundo para ficar ao meu
lado mãe, eu não vou te abandonar, pelo contrário vou estar sempre aqui com a
senhora.
Lucimar – Eu amo vocês duas, as minhas duas filhas.
As três se abraçam emocionadas...
No dia
seguinte...
Cena 012 // Cemitério // Manhã
Após o enterro, Sandro e Adelino ficam de pé diante do tumulo de
Vera...
Adelino – Nunca imaginei que a Vera teria esse fim que ela teve,
assassinada, a vida nos surpreende muito filho.
(Diz o homem triste)
Sandro – Ela te amava muito pai, apesar das coisas que ela fez,
espero que ela tenha se arrependido de tudo que fez.
Adelino – Eu sei, mas eu não amava ela filho, nunca amei como
deveria, passei a vida inteira num casamento de mentira, se eu soubesse antes
que ela era a responsável de tudo que ela causou na minha vida e na vida da
Lucimar, eu teria me separado antes.
Sandro – Eu nunca vou esquecer aquela cena pai, a minha mãe
morrendo nos meus braços, ela pediu perdão pra mim antes de morrer, e eu
perdoei ela.
(Diz o jovem quase chorando)
Adelino – Fez o certo filho, agora ela vai descansar em paz, eu
não consegui perdoar ela, infelizmente.
Sandro – Eu te entendo pai, acho melhor a gente ir, o pessoal deve
estar cansado de esperar a gente.
Adelino – Vamos, eu vou deixar essa foto que ela tanto amava aqui,
descanse em paz Vera.
Sandro – Que Deus perdoe ela, te amo mãe.
Em seguida, eles colocam flores no tumulo de Vera e vão embora...
São
Paulo
Cena 013 // Rua // Manhã
Roberto está numa praça, olhando as lixeiras pra ver se tem
latinha...
Roberto – Há dias que eu não consigo achar nenhuma latinha, eu
preciso, não tenho nada para comer.
(Diz o ex-banqueiro triste)
Ele pega o saco, coloca nas costas e começa a andar...
Roberto – Eu acho que se eu tivesse feito tudo diferente, eu não
estaria hoje aqui fazendo isso, não tenho pra onde ir, o meu Deus me ajuda por
favor.
Ele começa a chorar... uma senhora se aproxima...
Senhora – Moço está tudo bem com você?
Roberto – Não está, e se for pra me irritar em melhor nem começar
a falar.
Senhora – Eu não vou te irritar, pelo contrário, eu vi que você
não conseguindo encontrar latinha, resolvi trazer algumas pra você.
Roberto – Ah pelo amor de Deus, eu não quero latinha, eu quero um
lugar para morar, isso que eu quero.
(Grita o ex-banqueiro nervoso)
Ele pega o saco de latinha e joga no chão...
Senhora – Isso eu não posso dar, pelo visto esse tempo que você
está na rua não aprendeu a lição, não é mesmo Roberto?
Ela tira a toca e o óculos...
Roberto – Cida? É você?
(Pergunta o ex-banqueiro)
Cida – Me disseram que você passou a morar na rua, e vim ver se
era verdade.
Roberto – Veio zombar de mim? Veio tirar sarro da minha cara? Se
foi pra isso, você pode voltar pra casa.
Cida – Eu jamais caçoaria de alguém, eu não sou uma pessoa má, eu
vim só me despedir de você.
Roberto – Achei que você não quisesse olhar mais na minha cara, to
estranhando você aqui falando comigo.
Cida – Apesar de tudo que você fez pra mim Roberto, você continua
sendo o pai da Gaby, isso eu não posso negar, eu te amei muito Roberto, muito
mesmo, mas você não me deu valor, preferiu a outra que por sinal te deixou sem
nada.
Roberto – Não precisa me lembrar o que a Cristina me fez, eu errei
com você e com a Gaby, eu não mereço essa vida, olha pra mim, catando latinhas
pra sobreviver.
Cida – Você merece sim, foram as suas escolhas que te levaram a
isso Roberto.
Roberto começa a chorar novamente...
Roberto – Se eu tivesse continuado com você, eu acho que hoje eu
não estaria nessa vida.
Cida – Não quero falar sobre passado, eu só vim aqui me despedir,
dizer que estou indo para o Rio de Janeiro com a Marcela.
Roberto – Soube que você e ela estão namorando, se estão, que
sejam felizes.
(Diz o ex-banqueiro triste)
Cida – E tem mais uma coisa, eu quero que fique com isso.
A doceira entrega um envelope com um cheque dentro...
Roberto – Pra que isso?
Cida – Abre e você verá, agora deixa eu ir, estou atrasada, até
qualquer dia Roberto.
Em seguida, ela caminha até o carro e vai embora com Marcela...
Na praça...
Roberto abre o envelope, e encontra um cheque, no valo de R$ 1.000
reais.
Roberto – Eu não estou acreditando que ela devolveu o cheque que
dei pra aquela mulher que comeu o bolo sabotado.
(Diz o ex-banqueiro feliz)
Ele rapidamente, vai em um restaurante e compra várias marmitas e
sai distribuindo para os moradores que moram com ele na rua...
Roberto – Obrigado Cida, com esse dinheiro eu pude ajudar as
pessoas que moram comigo na rua.
(Diz o ex-banqueiro emocionado)
PAULÍNIA
Cena 014 // Rodoviária // Manhã
Dentro do
rodoviária...
Cleiton está esperando o ônibus que está vindo de São Paulo...
Cleiton – Já era para ele ter chegado, a moça da cabine disse que
ele chegaria as nove da manhã
(Diz o jovem preocupado)
Alguns
minutos depois...
Ônibus de São Paulo chega na rodoviária...
Cleiton – Até que fim, ele chegou.
As pessoas começam a descer dele, e Gaby desce...
Cleiton se emociona ao ver Gaby, o rapaz corre na direção dela e
os se abraçam e se beijam...
Cleiton – Que saudades eu estava de você meu amor, achei que não
voltaria mais.
Gaby – Eu jamais deixaria você aqui amor, e também estava com
saudades.
Cleiton – Me conta, conseguiu resolver os negócios da sua mãe amor?
Gaby – Sim, vou te contar tudo, mas antes eu quero mais um beijo
seu amor, eu estava com saudades deles.
Cleiton e Gaby se beijam novamente...
Cleiton – Deixa eu te ajudar com as malas amor, devem estar
pesadas.
Gaby (Ri) – Estão sim, eu trouxe mais algumas coisas de lá, do que
sobrou.
Cleiton – Como assim?
Gaby – A amante do meu pai, colocou fogo na casa que era da minha
mãe e acabou morrendo na casa que ela ajudou meu pai a tomar da minha mãe.
Cleiton – Mas ela teve o que mereceu, o que ela mais queria acabou
indo embora com ela.
Gaby – O importante, é que minha mãe está feliz, isso que importa,
e quando aquele assunto nosso, conseguiu resolver?
Cleiton – Sim, Sandro finalmente abriu os olhos e percebeu a
burrada que cometeu não acreditando na Samara, resumindo, a Flávia está pagando
por todo mal que causou na vida de muita gente.
Gaby – Mas agora vamos pra casa, eu estou morta de fome e cansada.
Cleiton – Eu preparei um lindo café da manhã, tenho certeza que
você vai adorar.
Gaby – Você não tem ideia do que eu sofri longe de você esses
dias, agora eu posso afirmar que eu realmente te amo meu amor.
Cleiton – Eu também te amo amor, desde daquele dia que você me
bateu por eu ter te segurado.
Gaby – Olha só o que o destino causou nas nossas vidas, que
reviravolta, mas o importante é que estou feliz ao seu lado meu amor.
Cleiton – Eu também, e quero que você saiba, que vou te amar pelo
resto da minha vida, seremos muito felizes, eu te prometo.
O rapaz solta as malas, pega na cintura de Gaby e a beija...
Cena 015 // Clínica Psiquiatra // Manhã
No carro...
Maria – Eu vou entrar com você amor, é melhor.
Eduardo – Não, você fica aqui dentro, só me ajuda a descer, essa
cadeira de roda que ganhei é automática.
Maria – Ok amor.
Maria ajuda Eduardo...
Eduardo – Eu nunca imaginei que estaria entrando numa clínica
Psiquiatra.
Maria – Toma cuidado lá dentro amor.
Eduardo – Pode deixar amor.
Eduardo entra na clínica...
Dentro da
clínica...
Médico – Desde do dia que sua irmã chegou aqui, ela não parou de
falar sozinha.
Eduardo – Eu posso ficar sozinho com ela doutor?
Médico – Pode sim, qualquer coisa é só me chamar.
Eduardo – Ok, obrigado Doutor.
Dentro do
quarto...
Flávia – Eu tenho que deixar tudo arrumado, o Sandro e a minha mãe
não gostam das coisas desarrumadas.
Ela começa a dobrar os lençóis...
Eduardo entra e fica triste ao ver o estado de Flávia...
Flávia – Edu? É você?
Eduardo – Sou eu, eu soube que você foi internada, eu vim te ver.
Flávia – Achei que você também iria me abandonar, todos me
abandonaram.
Eduardo – Apesar de tudo que você aprontou Flávia, você é minha
irmã, e eu não posso te deixar sozinha.
Flávia – O que aconteceu com você? Está de cadeira de rodas.
(Pergunta a vilã surpresa)
Eduardo – Eu me acidentei, e estou paraplégico, mas eu não vim
falar sobre mim, como você está irmã?
Flávia começa a chorar...
Flávia – Estou mal, eles querem me pegar, e me machucarem.
Eduardo – Você pode não acreditar, mas eu sinto uma enorme
tristeza ao ver você assim, a minha única irmã internada nessa clínica.
Flávia – Eles estão por toda a parte, querendo me pegar, não aguento
mais isso.
A enfermeira entra...
Enfermeira – Está na hora de tomar o seu remédio.
Flávia olha pra enfermeira e vê Ronaldo...
Flávia – Não, sai de perto de mim, eu não quero tomar.
Ela empurra a enfermeira e sai correndo...
Flávia – Ele vai me matar, alguém me ajuda, pelo amor de Deus.
Ela corre pelos corredores da clínica, desesperada.
Na frente
dela aparece o capanga que ela jogou no precipício...
Capanga – Buuh, eu vim te pegar Flávia.
Flávia – Não, sai de perto de mim, eu não quero ir com você.
Do outro
lado, ela vê Antônio, seu pai...
Antônio – Vem com o papai, vem cá.
Flávia – Não, alguém me ajuda, pelo amor de Deus.
Ela cai no chão e começa a chorar...
Os enfermeiros seguram ela, e a levam para o quarto...
Flávia – Me larguem, eu tenho que fugir, eles querem me pegar, me
soltem.
Os enfermeiros amarram ela na cama e aplica um calmante nela...
Flávia – Eles querem me matar, me soltem, eu preciso fugir desse
lugar.
(Grita a vilã chorando)
Eduardo – Calma, vai ficar tudo bem maninha.
(Diz o mecânico triste)
Enfermeira – Olha, acho melhor você ir embora, ela precisa
descansar, está muito agitada desde de ontem.
Eduardo – Cuida bem dela, ela é a minha única irmã.
Flávia – Me tirem desse quarto, socorro, pai me ajuda, eles estão
me pretendo.
O remédio começa a fazer efeito e ela dorme...
Do lado
de fora...
Perto do carro...
Maria – Amor, como ela está?
Eduardo – Está muito mal, as vezes ela está delirando, vendo coisa.
Maria – Não podemos fazer nada amor, mas o que o médico disso a
respeito?
Eduardo – Ele disse que ela ficará na clínica por tempo
indeterminado e que depois que ela melhorar, será levada para um presídio.
(Diz o mecânico triste)
Maria – É pena ver uma jovem dessa idade, doente do jeito que
está.
Eduardo – Vamos embora, outro dia eu volto para ver ela.
Maria ajuda Eduardo entrar no carro e em seguida vão embora...
Alguns
dias depois...
ANGRA DOS
REIS
Cena 016 // Pousada // Manhã
Dentro do quarto...
Lucimar – Adorei essa surpresa sua, meu amor, nunca ninguém me
trouxe para uma pousada antes.
(Diz a manicure feliz)
Adelino – Eu não teria feito tudo isso, sem ajuda do Sandro, ele
que escolheu essa pousada, me garantiu que você iria adorar.
Lucimar – Ele tem um bom gosto, Samara está bem ao lado do homem
que ela ama.
Adelino – Igual você amor, sabe que eu sempre sonhava com esse
momento nosso.
Lucimar – Não sabia disso não, eu achava que você amava mesmo era
a Vera, me surpreendi com a atitude dela no aeroclube.
Adelino – Ela podia ser a pior pessoa do mundo, mas uma coisa que
eu não nego, ela amava muito o Sandro.
Lucimar – Mas eu não quero falar dela amor.
Adelino – Eu preparei uma surpresa pra você amor, eu vou descer lá
em baixo e pegar pra você.
Lucimar – Adoro surpresas amor.
Adelino – Espera aqui que eu já volto.
Em seguida, ele desce....
Enquanto
isso...
O celular de Lucimar toca...
Lucimar – Tenho até medo dessas ligações, vamos ver quem é.
Ela atende...
Lucimar – Alô, quem é?
Samara – Mãe, sou eu.
Lucimar – Ainda bem, achei que fosse outra pessoa me ligando.
Samara – Eu estava com saudades, por isso liguei, e como vai a
viagem mãe?
Lucimar – Está muito boa, eu e o Adelino estamos recuperando o
tempo perdido, e está sendo bom passar esses dias ao lado dele.
Samara – Fiquei feliz por vocês terem se acertado, uma pena vocês
não quererem se casar, queria muito ver isso.
Lucimar – É melhor assim filha, não temos mais idade pra
casamento.
Samara – Vou ter que desligar agora, tenho que receber uns amigos
aqui em casa, estou morrendo de saudades.
Lucimar – Logo estarei voltando filha, um mês passa rápido.
Samara – Te amo mãe, e dá um abraço no Adelino por mim.
Lucimar – Do sim filha, até mais.
Ela desliga...
Adelino chega no quarto, com uma caixa pequena...
Lucimar – Minha surpresa está dentro dessa caixa amor?
Adelino – Sim, abre, espero que goste.
A manicure pega a caixa, abre e se emociona ao ver que uma foto
deles antiga...
Lucimar – A primeira foto que tiramos juntos, eu estava procurando
ela, como você encontrou amor?
Adelino – Estava escondida dentro do guarda roupa da Vera, quando
eu fui separar as roupas dela para entregar pra doação, acabei encontrando a
foto.
Lucimar – Adorei a surpresa amor
Adelino – Agora eu mereço um agradecimento né.
Lucimar e Adelino se beijam...
PAULÍNIA
Cena 017 //
Mansão do Sandro // Manhã
Na sala...
Samara – Eu acabei de falar com a minha mãe, eles já chegaram em
Angra dos Reis, ainda bem que a viagem foi bem.
Sandro – Eles não vão voltar tão cedo, do tempo que ficaram
separados, vão matar as saudades.
Samara – Estou tão feliz por estar aqui com você, ao seu lado
amor.
Sandro – Eu queria te pedir desculpas, por não ter acreditado em
você.
Samara – Vamos esquecer o que a gente passou, e começar tudo de
novo.
Sandro – Eu te amo, te amo muito.
Samara – Eu também amor.
Os dois se beijam...
A
campainha toca...
Socorro – Deixa que eu atendo, eu autorizei a entrada deles.
Sandro – Deles quem?
(Pergunta o jovem curioso)
Samara – Você já vai saber amor.
Sandro – Não estou gostando disso amor.
Socorro abre a porta...
Gaby e Cleiton entram...
Samara – Achei que vocês não riam vir, demoraram demais hein.
Gaby – Desculpa, é que pegamos um transito daqueles.
Sandro – O que ele está fazendo aqui na minha casa, eu não quero o
Cleiton aqui.
Cleiton – A gente precisa conversar Sandro, eu não quero terminar
nossa amizade.
Sandro – Nunca existiu amizade entre a gente, você e a Gaby se
uniram a Flávia e além disso você tentou me matar naquele acidente.
Samara – Escuta ele amor, vocês dois são amigos precisam se
entender.
Sandro fica pensativo.
Gaby – Vamos deixar eles a sós, eu quero conhecer a sua cozinha
nova Samara.
Samara – Vem comigo que eu te levo até lá.
As duas
se retiram e vão pra cozinha junto com a Socorro...
Cleiton – Eu estava olhando esses dias umas fotos da nossa
primeira corrida, lembra?
Sandro – Não lembro e se lembrasse pouco me importaria, me
arrependo do dia que eu conheci você.
Cleiton – Claro que te importa, foi nesse dia que eu deixei de
participar pra você participar da corrida, sua bicicleta tinha furado os pneus,
e eu dei a minha pra você correr.
Sandro – Agora estou me lembrando disso, por pouco eu não ficaria
fora da corrida.
Cleiton – Foi nesse dia que a nossa amizade começou, eu sei que
aprontei muita coisa errada, mas estou arrependido de tudo que fiz, eu não
quero perder a sua amizade.
Sandro – Você quase me matou, eu não sei se consigo voltar a
confiar em você.
Cleiton – Me dê mais uma chance Sandro, sua amizade é importante
para mim.
Sandro – Eu não consigo dizer um não a você mano, impressionante
isso.
Cleiton – Isso quer dizer que você está me perdoando e voltando a
ser meu amigo?
Sandro – Sim, eu entendi que você só sabotou a moto pra proteger
sua mãe e seu pai.
Cleiton – Demorou pra entender hein, mas o importante é que a
gente voltou a ser amigos e isso pra mim é o que importa.
Sandro – Pra mim também, você sempre foi e sempre será o meu
melhor amigo.
Os dois se cumprimentam e se abraçam...
Cleiton – Eu tenho uma surpresa pra você, a gente vai disputar a
final do torneio nacional.
Sandro – Serio? Não estou acreditando nisso.
Cleiton – Pois pode acreditar, eu falei com o Jonas e
ele conseguiu convencer os organizadores de colocar a gente no torneio de
volta, era o mínimo que podia fazer, depois de tudo que aprontei com você.
Sandro – Você está realizando o meu maior sonho, conquistar esse
torneio nacional.
Cleiton – A última e decisiva etapa será de dupla, ou seja, a
gente vai ser uma dupla na corrida.
Sandro – E quando vai ser a corrida?
Cleiton – Dentro de um mês, a gente vai treinar muito para ganhar,
pode ter certeza disso.
Os dois comemoram...
(Outros
finais... Ricardo e Anselmo são condenados. Isaura e Pedro fazem as pazes)
Um mês
depois
Cena
018 // Pista de Corrida // Manhã
Na
pista...
Sandro – Lembra desse lugar? Ganhamos
a nossa primeira corrida, e depois de quase dois anos, estamos de volta.
Cleiton – Tem coisa nessa vida, que a
gente não consegue entender.
Sandro – Vamos se preparar, a corrida
já vai começar.
Eles se posicionam...
Na
arquibancada...
Gaby – Ainda bem que os meninos se
entenderam, igual a gente.
Samara – Já estava na hora, depois
tudo que aconteceu, eles precisavam se entender.
Gaby – Enfim, vamos torcer para eles
que ganham essa última etapa e sejam juntos campeões nacionais.
Samara – Olha lá, acho que já vai
começar.
Gaby e Samara ficam animadas.
Na
pista de corrida...
Sandro – Vamos vencer, e mostrar a
todos que somos bons.
Cleiton – Assim que se fala mano,
vamos com tudo.
É darda a largada... e começa a
corrida...
Na
arquibancada...
Lucimar e Adelino chegam...
Lucimar – Ta vendo, se atrasamos, a
corrida já começou.
Adelino – A culpa foi sua, demorou
demais pra se arrumar.
Lucimar – Vamos lá perto da Samara.
O casal chega perto de Samara e
Gaby...
Lucimar – Oi filha, desculpe o atraso,
é que eu demorei pra me arrumar e acabou se atrasando.
Adelino – Ainda bem que reconhece que
demorou.
Samara – A corrida acabou de começar,
estão na primeira volta.
Lucimar – Eu achei que a Maria iria
estar aqui hoje.
Samara – Ela me mandou mensagem
avisando que não poderia vim, pois precisava ir com o Eduardo na oficina nova
dele.
Lucimar – Já inaugurou?
Samara – Sim, já tem uns dois dias que
foi a inauguração.
Gaby – É melhor vocês pararem de
conversar e prestarem atenção na corrida.
Adelino – Eu iria falar exatamente
isso.
Gaby – Vamos torcer para que eles
ganham.
Todos na arquibancada gritam....
“Vai
Cleiton, vai Sandro”
A corrida está bem acirrada, e eles
estão em primeiro lugar.
Alguns
minutos depois...
Estão dando a última volta...
Narrador – Acho que a dupla Sandro e
Cleiton vão vencer o campeonato nacional.
Sandro e Cleiton chegam na linha de
chegada, e vencem o campeonato nacional de motocross.
Sandro – Ganhamos, hahaha
Cleiton – Eu falei que iriamos vencer.
Eles dão uma volta comemorativa...
FORMA-SE
UM TABULEIRO DE XADREZ EM CLEITON E SANDRO NA PISTA DE CORRIDA
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