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Escrita por Daniel Augusto com a colaboração de Danny Augusto.
Capítulo 050
Campinas –SP
Cena 001 // Mansão
de Cristina // Interior // Tarde
Na sala...
Diego – Me responde doutor, você está me acusando?
Pergunta novamente o jovem...
Dr. Paulo – Não estou, eu apenas quero conversar com você
sobre isso.
Diego – Eu não matei ninguém, eu não sou um assassino.
Cristina – Calma filho, ele só quer conversar com você. Ele
não está te acusando e nem falando que foi você.
Diz a empresária pra tranquilizar Diego...
Miriam – Sua mãe tem razão, não estamos aqui para acusar
ninguém, só queremos descobrir a verdade, conversa com o Dr. Paulo, por favor,
é a memória da minha amiga, eu quero justiça.
Diz a jovem quase chorando...
Diego – Sendo assim, eu converso com ele.
Dr. Paulo – Poderiam nos deixar a sós?
Cristina – Claro, eu vou deixar vocês três conversarem em
paz, qualquer coisa estou no escritório, só me chamar.
Dr. Paulo – Ok, obrigado Cris.
Cristina se retira da sala...
Diego – Então, o que vocês querem saber de mim?
Dr. Paulo – Eu vou te fazer uma pergunta e me diga com
sinceridade ok?
Diego – Ok, mas já vou avisando que eu não tenho nada a
haver com a morte dela.
Dr. Paulo – Você se lembra daquele dia? Como estava a UTI?
Diego – Eu não me lembro de nada, aquele dia eu estava mal,
o que eu sei era que eu tava dormindo, só sei disso.
Dr. Paulo – Tenta fazer um esforço, a gente precisa achar o
culpado desse crime, no laudo deu que a enfermeira morreu de overdose.
Miriam – Nenhum barulho ou alguma pessoa estranha na UTI?
Diego – Infelizmente não, se eu me lembrasse falaria, odeio
impunidade.
Dr. Paulo – Vai ser difícil encontrar alguma pista sobre
esse crime, o único que estava na UTI era o Diego e ele não se lembra, que
droga.
Diego – Calma, logo alguma coisa vai aparecer, nada nesse mundo
fica escondido por muito tempo.
Dr. Paulo – Eu espero, eu quero colocar o culpado ou culpada
na cadeia.
Diz o médico confiante...
Cena 002 // Pronto
Socorro // Interior // Tarde
Na sala de espera...
Marcos – Eles estão demorando muito pra trazer notícias do
Glalber, eu quero saber como meu irmão está.
Diz o rapaz preocupado...
Nilcéia – Os médicos disseram quando a gente chegou que ele
não corria risco, logo vão trazer notícias dele.
Marcos – Eu não vou me perdoar se acontecer alguma coisa com
o meu irmão, vou-me sentir culpado pelo resto da vida.
Diz o rapaz triste...
Nilcéia – Não vai acontecer nada com o Glalber, fica
tranqüilo.
Marcos fica apreensivo...
O médico vai falar com eles...
Médico – Vocês são os familiares do Glalber?
Marcos – Sim, como está meu irmão? Ele está bem?
Nilcéia – Diga, eu quero saber como ele está doutor.
Médico – Ele está bem, só tem algumas queimaduras e inalou
um pouco de fumaça, se vocês quiserem ver ele, venham comigo.
Marcos – Queremos sim.
Nilcéia e Marcos seguem o médico e vão ver Glalber...
Na ala das macas...
Eles entram na ala das macas e abraçam Glalber...
Marcos – Que bom te ver maninho, fiquei morrendo de medo de
te perder.
Glalber – Eu também.
Nilcéia – Como você está filho? O médico disse que você
sofreu queimaduras e inalou muita fumaça.
Glalber – Estou me sentindo bem, apesar de que estou triste,
não temos onde morar.
Nilcéia – Não pense nisso agora filho, descanse, deixa que
eu e Marcos cuidamos disso.
Marcos – Maninho não se preocupe, eu vou achar uma casa ou
apartamento para a gente.
Diz o jovem confiante...
Cena 003 // Rua //
Tarde
No semáforo...
Eduardo está pensativo na frente de Elvira...
Elvira – Eu te peço, por favor, me ajuda, não me deixa aqui.
Diz a vilã fingindo que está chorando...
Eduardo – Eu não sei em que posso te ajudar, infelizmente.
Elvira – Sabe sim, você tem dinheiro, pode pagar algum
quarto pra eu ficar.
Eduardo – Não é bem assim Elvira, você pede e eu faço, não é
assim que as coisas funcionam.
Elvira – Vai me negar ajuda?
Vai negar ajuda pra mãe da melhor amiga do seu filho?
Diz a vilã fingindo tristeza...
Eduardo – Eu não disse isso, não ponha palavras na minha
boca, eu só disse que eu não sei como vou te ajudar.
Elvira – Se fosse pra uma pessoa mais sucedida, eu tenho
certeza que você ajudaria, de alguma forma ajudaria.
Eduardo fica pensativo e se decide...
Eduardo – Eu já sei, você vai comigo para a mansão, vai
ficar lá até você se estabilizar financeiramente e encontrar um lugar pra você.
Elvira se anima...
Elvira – Obrigada Eduardo, eu não sei nem como te agradecer,
Deus te paga.
Eduardo – Eu estou indo pra empresa, mas vou deixar você lá
a Creusa te ajuda.
Elvira – Vou pegar minhas coisas, já volto.
Eduardo – Espero você aqui, não demora.
Elvira vai pegar suas coisas, em seguida Eduardo a ajuda a
colocar no porta malas, e depois os dois saem...
Cena 004 //
Apartamento de Miguel // Interior // Tarde
Na sala...
Inês chega...
Miguel – Até que fim chegou, não queria comemorar o sucesso
do nosso plano sem você.
Inês joga a bolsa no sofá...
Inês – Vocês dois só podem ter merda na cabeça, ou são
amadores.
Diz a vilã brava...
Miguel – Não estou entendo, não gostou do meu plano ter sido
muito bem executado?
Inês – Você é amador Miguel, agiu no calor da emoção.
Cléber – Pelo visto o clima está esquentando, eu vou na
cozinha.
Cléber se retira da sala...
Inês dá um tapa na cara de Miguel...
Inês – Você não deveria ter feito isso sem me consultar,
lembra do nosso combinado?
Miguel – Claro que lembro, eu precisava dar uma resposta a
altura, ele me seqüestrou e me torturou e você não fez nada para me ajudar.
Diz o vilão irritado...
Inês – Eu tinha ido lá naquela maldita estrada negociar, não
precisava disso, mas não como quer bancar de machão, armou esse plano de
incendiar a casa da Nilcéia.
Miguel – Não me diz que ficou com peninha dele, era só que
me faltava.
Inês – Claro que não, eu jamais vou sentir pena dele, eu
quero mais que ele se ferra.
Miguel vai se aproximando de Inês...
Miguel – Então amor, relaxa o importante que ele esta morto,
só importa.
Inês se entristece...
Inês – Espero que esteja morto mesmo.
Diz a vilã confiante, porém triste por saber que Marcos
morreu...
Cena 005 // Rua //
Perto da mansão de Cristina // Tarde
João e Nandinho estão caminhando a caminho da mansão da
Cristina...
Nandinho – Vai demorar pra gente chegar? Estou cansado de tanto
andar.
João – Já estamos quase chegando, depois você vai ter o
tempo que quiser para descansar.
Nandinho – Não agüento mais andar, meus pés estão doendo.
João segura no braço de Nandinho...
João – Para de reclamar e anda, eu quero entregar essas
coisas ainda hoje.
Nandinho – Eu vou parar, agora me larga, você está me
machucando.
João – Boca fechada e sem reclamar, continua andando.
Nandinho obedece João, e continua andando e os dois chegam
na frente da mansão de Cristina...
Nandinho – O que vamos fazer aqui?
João tira os bilhetes e entrega para Nandinho...
João – Você vai fazer o seguinte, presta atenção.
Nandinho – Eu estou prestando, diga o que tenho que fazer
com esses bilhetes.
João – Você vai deixar esses bilhetes na caixa de correios,
ela fica ali depois do portão.
Nandinho – Por que você mesmo não entrega? Já que eles são
do seu querido amor Diego.
Diz o jovem enciumado...
João – Eu não posso chegar perto dessa casa e nem dele, faz
isso por mim, lembre- se do nosso acordo.
Nandinho – Se não fosse isso, eu não entregaria nada, odeio
ser pombo correio dos outros.
João – Agora vai lá e vê se não demora.
Nandinho caminha na direção da caixinha de correio...
João – Hoje mesmo o Diego vai saber o quanto eu amo e
quero-o pra mim.
Diz o vilão confiante...
Cena 006 // Mansão
de Cristina // Interior // Tarde
Na sala...
Diego – Se não vão precisar mais de mim, eu vou pro meu
quarto, com licença.
Dr. Paulo – Obrigado pela ajuda, mesmo não sabendo pelo
menos mostrou interesse de querer ajudar a gente.
Diego – Eu só estava fazendo o que era o certo, qualquer
coisa pode falar me procurar.
Ele cumprimenta Dr. Paulo e Miriam e em seguida sobe para o
quarto...
Ainda na sala...
Miriam – Estamos na estaca zero, não vamos conseguir
descobrir nunca se a Kelly foi mesmo assassinada ou não.
Dr. Paulo – Eu estou muito pensativo, é muito estranho esse
homicídio.
Miriam – Como assim?
Cristina entra na
sala...
Cristina – Conseguiram descobrir alguma coisa? Pela cara
acho que não né.
Dr. Paulo – A Kelly morrer na clínica não faz sentido,
alguma coisa está errada nessa história.
Cristina – Você acha que a Kelly morreu por engano?
Dr. Paulo – Eu acho que sim, é muito estranho ela aparecer
morta justo na ala onde Diego estava internado.
Miriam – Você está dizendo que a Kelly morreu no lugar do
Diego?
Dr. Paulo – Sim.
Cristina – Eu pensei nessa possibilidade também, enquanto eu
estava no escritório, é muita coincidência.
Miriam – Estou ficando muito confusa com essa história, não
to conseguindo raciocinar direito.
Cristina se senta após fica pensativa...
Dr. Paulo – Se isso for verdade, alguém estava querendo
matar o Diego, e acabou matando a Kelly por algum motivo.
Diz o médico surpreso...
Cristina – Eu não sei o que dizer sobre isso, mas se alguém
está querendo eliminar meu filho, eu vou descobrir, Dr. Paulo agora mais do que
nunca, eu vou ajudar vocês, a encontrar essa pessoa, podem contar comigo.
Diz a empresária confiante...
O Preço Da Vida
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