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Escrita por Daniel Augusto com a colaboração de Danny Augusto.
Capítulo 049
Campinas – SP
Cena 001 // Casa de
Nilcéia // Interior // Tarde
Nilcéia e Marcos tentam avançar, mas o fogo está só
aumentando...
Glalber – Me tirem daqui, pelo amor de Deus, mãe.
Grita o jovem desesperado...
Nilcéia (Apavorada) – Calma filho a gente vai dar um jeito.
Marcos – Se ao menos eu conseguisse chegar até a pia.
Nilcéia – Não tem como, o fogo está bloqueando a nossa
passagem.
Marcos – Droga, a gente precisar tirar o meu irmão do
quarto.
Os acabam se queimando ao relarem numa madeira em chamas...
É ouvido a cirene dos bombeiros, de tanto inalar fumaça,
Nilcéia e Marcos desmaiam...
Dentro do quarto...
Glalber tenta abrir a porta, porém não consegue, depois ele
quebra o vidro da janela de seu quarto e consegue sair e corre na direção dos
bombeiros...
Glalber – Minha mãe e meu irmão ainda estão dentro da casa,
por favor, salvem eles.
Diz ele quase sem ar...
Os paramédicos atendem Glalber e o coloca na ambulância,
enquanto isso, os bombeiros conseguem entra na casa em chamas e resgatam Marcos
e Nilcéia, e são levados junto com Glalber a um pronto socorro com
queimaduras...
Cena 002 // Casa de
Regina // Interior // Tarde
Na sala...
Nandinho – Que proposta tem pra me fazer?
Pergunta novamente o jovem...
João – Você quer tanto ficar comigo não é mesmo? Pois bem
acho que eu tenho a solução para isso.
Nandinho se anima...
Nandinho – Qual?
João – Eu fico com você, mas para isso acontecer você
precisa fazer uma coisa para mim.
Nandinho – Sabia que você pediria algo, sempre pediu.
João – Você acha que eu iria deixar você tocar nesse
corpinho lindo meu de graça?
Nandinho – Não, eu já desconfiava que você pedisse algo em
troca.
João – Então, eu sempre vou pedir e você sempre vai ter que
fazer.
Diz o vilão no canto do ouvido do jovem, que começa a fica
excitado...
Nandinho – Essa sua voz me dá um calor João.
João – Eu sei, mas vamos falar o que você vai precisar fazer
pra mim.
Nandinho – Diga, eu faço qualquer coisa pra eu ficar
contigo.
João – Assim que eu gosto, bom vou te explicar o que você
tem que fazer.
Nandinho – Fala logo, não enrola não.
João – Ta vendo esses bilhetes? Você vai entregar eles para
mim, depois que você fizer isso, a gente vai ficar.
Nandinho – Coisa simples e fácil de fazer, pode deixar que
eu vou entregar eles.
João – Ótimo, se prepara que a gente vai dar uma saída.
Nandinho – Vamos pra onde?
João – Logo você vai saber, e nada pode dar errado hoje.
Diz o vilão confiante...
Cena 003 // Rua //
Viaduto // Tarde
Elvira se ajeita em um canto e a mulher que lhe recebeu no
viaduto, se aproxima...
Mulher – Dona, se prepara que a gente vai pro semáforo.
Elvira – Vão fazer o que lá?
Mulher – Pedir esmola, ou você acha que vai ficar aqui de
graça?
Elvira – Não precisa me fazer esse tipo de pergunta, você
sabe que eu vou ajudar.
Mulher – Espero mesmo que ajude, daqui cinco minutos vamos
sair.
Elvira – Ok.
Ela troca de roupa e em um canto que ninguém vê e em seguida
sai com as outras mulheres para pedir esmola...
Mulher – Espero que você sabe pedir esmola, eu quero
dinheiro nas minhas mãos.
Elvira – Pode deixar que você vai ter, não se preocupe.
Mulher – Assim espero.
Então Elvira começa a pedir esmola para os motoristas que
estão parando no semáforo...
Enquanto isso...
Dentro do carro de
Eduardo...
Eduardo – Esse trânsito infernal odeio sair de casa nesse
horário, na hora do almoço.
Diz o empresário com irritado...
Ele tenta encontrar um jeito de sair, mas não consegue e
fica parado no trânsito...
Alguns minutos depois, ele vai se aproximando do semáforo e
se surpreende ao ver Elvira...
Eduardo – Mas aquela ali é a Elvira, o que ela está fazendo
aqui?
Diz o homem estranhando...
Ela vira a esquina, estaciona o carro e desce para falar com
Elvira...
Do lado de fora...
Ele caminha na direção de Elvira e a surpreende...
Eduardo – Elvira? O que você está fazendo com essa roupa e
pedindo esmola?
Elvira se vira assustada e apreensiva...
Cena 004 //
Apartamento de Miguel // Interior // Tarde
Na sala...
Cléber chega...
Miguel – Eai, deu tudo certo? Incendiou a casa da vaca da
mãe do Marcos?
Pergunta o vilão
Cléber – Sim, eles ficaram presos na casa.
Miguel – Hahaha, o nosso plano deu certo mano.
Cléber – Essas horas, devem ter churrasco de Nilcéia, Marcos
e Glalber, a família inteira torrada.
Miguel – Eu queria ser uma mosca agora pra ver como eles
ficaram.
Cléber – Devem ter ficado bem torrados.
Eles começam a rir...
Miguel – Isso merece uma comemoração, eu já volto.
Ele se retira da sala, vai até a cozinha, pega um vinho,
duas taças de vidro...
Miguel – Mano vamos brindar, tiramos um verme do nosso
caminho, agora ele não infernizará nem eu e nem a Inês.
Cléber – Graças a mim, eu que fiz o serviço.
Miguel – Mas quem mandou você fazer, fui eu, mas isso não
importa, o que importa é que aquela família de quinta categoria está morta.
Cléber – Tem razão, vamos comemorar, coloca logo o vinho na
minha taça.
Miguel coloca vinho na taça de Cléber e os dois brindam...
Miguel – A morte da família Santos e a nossa vitória sobre
eles.
Cléber – Vencemos mais uma batalha.
Miguel – Não foi batalha, e sim a guerra, nada e ninguém vai
mais atrapalhar meus planos agora.
Diz o vilão confiante...
Cena 005 // Rua //
Viaduto // Tarde
No semáforo...
Eduardo – Me responde Elvira, eu te fiz uma pergunta.
Diz o empresário irritado...
Elvira – Calma, eu posso explicar, mas vamos para um lugar
mais reservado.
Eduardo – Não vamos não, a nossa conversa vai ser aqui e
agora.
Elvira finge que está chorando...
Elvira – Eu tenho vergonha de falar, e nem sei como falar.
Diz a vilã fingindo...
Eduardo – O que aconteceu?
Elvira – Eu levei um golpe, eu perdi tudo, a minha casa,
meus moveis, só me deixaram as roupas, não tenho mais nada.
Eduardo fica surpreso ao ouvir isso...
Eduardo – Mas como foi isso? Como eles te deram golpe?
Elvira – Eu não sei, não me lembro, acho que devo ter
assinado algo que não deveria, por isso que estou aqui nesse semáforo pedindo
esmola.
Eduardo – A gente precisa ir à polícia, não podemos deixar
isso assim.
Elvira – Pelo amor de Deus, polícia não, aquela gente é
perigosa, podem fazer mal pra minha filha.
Eduardo – Mas espera um pouco, você disse que não se lembra
como levou golpe, e agora fala que aquela gente é perigosa, não estou
entendendo.
Elvira fica apreensiva...
Elvira – Eu misturei as coisas Edu, estou muito mal e não
estou falando as coisas certas.
Ela finge desespero e começa a chorar novamente (fingindo)
Eduardo – Calma, não fica assim, essas coisas acontece com
qualquer um.
Elvira – Por favor, Eduardo me ajuda, eu não quero ficar o
resto da minha vida aqui nessa rua, pedindo esmola e correndo risco de morrer,
eu te imploro meu ajuda.
Eduardo fica sem saber o que fazer diante a situação...
Cena 006 // Pronto
Socorro // Interior // Tarde
Nilcéia e Marcos foram atendidos e estão na sala de
espera...
Na sala de espera...
Marcos – Não consigo ficar calmo mãe, depois desse incêndio
preciso tomar uma decisão.
Nilcéia – Precisa mesmo, olha o que aconteceu com a nossa
casa, foi completamente destruída, o comandante do corpo de bombeiros conversou
comigo, ele disse que tacaram gasolina e atearam fogo.
Diz a dona de casa triste...
Marcos – A culpa é minha, eu não deveria ter atiçado aquela
cobra, eu tenho certeza que foi ela que mandou alguém fazer isso.
Diz o rapaz quase chorando...
Nilcéia – Você precisa dar o troco, mas não da mesma forma
que eles, você sabe o que você precisa fazer.
Marcos – Eu não sei se estou preparado para enfrentar o que
vou ter que enfrentar.
Nilcéia – Mas é a melhor coisa que você faz filho, só assim
que vamos ter paz.
Marcos – A senhora tem razão mãe, eu vou entregar a Inês pra
polícia, contar o que ela mandou eu fazer, ai eu quero ver como ela vai
escapar, ela vai ter que pegar pelos crimes contra a gente e contra o Eduardo.
Nilcéia – Isso filho, e eu vou estar do seu lado quando for
fazer isso e mesmo que você venha ser preso, eu continuarei junto de ti filho.
Diz a dona de casa emocionada...
Marcos – Obrigado mãe, me perdoa por eu ter feito a senhora
perder a casa que tanto lutou pra conseguir.
Nilcéia – Não precisa me pedir perdão, o importante é que
estamos vivos, isso que importa pra mim, só estou preocupada onde vamos morar
depois que recebermos alta, não sobrou nada.
Marcos – Eu vou dar um jeito, não se preocupe mãe.
Em seguida, eles se abraçam...
Cena 007 // Mansão
de Cristina // Interior // Tarde
Na sala...
Diego desce do segundo andar pra sala...
Cristina – Filho, como você está?
Diego – Mais ou menos mãe, eu vou comer alguma coisa, ta me
dando fome.
Ele se retira da sala e vai pra cozinha...
Ainda na sala...
Cristina – Graças a Deus, ele vai se alimentar, estava
ficando preocupada por causa disso.
A campainha toca...
Cristina – Deixa que eu abro, estranho o porteiro não avisou
nada.
Ela vai até a porta e abre e vê que é Dr. Paulo e Miriam...
Cristina – Dr. Paulo, o que faz aqui? Aconteceu alguma
coisa?
Dr. Paulo – Podemos entrar?
Cristina – Sim, entrem fiquem a vontade.
Eles entram...
Miriam – Respondendo a sua pergunta, aconteceu sim e uma
coisa muito grave.
Dr. Paulo – O Diego está em casa Cris?
Cristina – Sim, ele está na cozinha, eu vou ir lá chamá-lo.
Dr. Paulo – Espera, antes eu quero te contar uma coisa,
naquele dia que Diego estava na UTI, uma enfermeira chamada Kelly foi
encontrada morta, e eu preciso falar com o Diego.
Diego entra na sala...
Diego – O senhor está pensando que fui que matei a
enfermeira, eu ouvi bem, é isso?
Pergunta o jovem olhando para Dr. Paulo...
O Preço da Vida
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