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Uma adaptação bíblica, do livro do profeta "Daniel", adaptado por Daniel Augusto e Vinicius Mendes.
Capítulo 025 #Daniel
No primeiro ano do reinado de
Baltazar, rei de Babilônia, Daniel, estando em seu leito, teve um sonho e
visões surgiram em seu espírito. Consignou por escrito esse sonho e a
substância dos fatos. Assim se manifestou: Via, no transcurso de minha visão
noturna, os quatro ventos do céu precipitarem-se sobre o Grande Mar. Surgiram
das águas quatro grandes animais, diferentes uns dos outros. O primeiro
parecia-se com um leão, mas tinha asas de águia. Enquanto o olhava, suas asas
foram-lhe arrancadas, foi levantado da terra e erguido sobre seus pés como um
homem, e um coração humano lhe foi dado. Apareceu em seguida outro animal
semelhante a um urso; erguia-se sobre um lado e tinha à boca, entre seus
dentes, três costelas. Diziam-lhe: Vamos! Devora bastante carne! Depois disso,
vi um terceiro animal, idêntico a uma pantera, que tinha nas costas quatro asas
de pássaro; tinha ele também quatro cabeças. O império lhe foi atribuído.
Finalmente, como eu contemplasse essas visões noturnas, vi um quarto animal,
medonho, pavoroso e de uma força excepcional. Possuía enormes dentes de ferro;
devorava, depois triturava e pisava aos pés o que sobrava. Ao contrário dos
animais precedentes, ostentava dez chifres. Como estivesse ocupado em observar
esses chifres, eis que surgiu, entre eles outro chifre menor, e três dos
primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos
idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes.
Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião
chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã
era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo
ardente. Saído de diante dele, corria um
rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O
tribunal deu audiência e os livros foram abertos. Olhei então, devido à
balbúrdia causada pelos discursos arrogantes do chifre, olhei até o momento em
que o animal foi morto, seu corpo subjugado e a fera jogada ao fogo.
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