Vida - Cap 084

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  Logotipo da web novela (Foto: Divulgação) Produção Original MF Criada e escrita por Patrícia Santos Capítulo 084 Luís aceita o dinheiro de Hugo e manda Salgueiro descobrir onde Olavo está escondido. Marcos desabafa com Monalisa. Vanessa sofre pelo fim de seu namoro com Jeremias. Suzana e Max passeiam juntos e vão para a ONG. Salgueiro descobre onde Olavo está escondido e conta para Luís. Tatiane brinca com Ramon e promete para o filho que eles vão conseguir sair da casa de Luís. Diogo questiona Dayse pela raiva que ela sente de Eduarda. Sandro transa com algumas prostitutas. Maria discute com Antônio por ele ter chamado apenas Daniel para trabalhar na empresa. Daniel conversa com Joana sobre a proposta que recebeu de Antônio. Luís avisa Hugo sobre o esconderijo de Olavo. Marcos convida Monalisa ir até a casa dele e ela aceita. Terezinha deixa um celular para Olavo ligar para ela quando precisar. Lázaro aconselha Jeremias a voltar com Vanessa. Mônica tenta convencer Nayara a denun...

Desejo & Castidade #QuartoCapítulo #ÚltimoCapítulo


Logotipo da web série (Foto: Divulgação)

Escrita por Thyago Jesus.

DESEJO & CASTIDADE 

Capítulo #004 

Ultimum Judicium 

Era a primeira vez de duas vidas que agora se uniam. Nosso suor tinha gosto de água benta.

Era nove e meia da noite quando cheguei em casa. Dessa vez não teve respiração entrecortada, não teve cara de espanto, não teve perda de fôlego. Disse aos meus pais que estava tomando um curso bíblico com o padre Quintiliano e eles, claro, acreditaram. Jantamos normalmente, tudo era paz dentro de mim – pelo menos até a ficha cair e o arrependimento chegar. Fui dormir... Dormir não, fui pro computador, vi inúmeros vídeos pornográficos, me masturbei como nunca, sem medo e sem culpa. Tudo isso enquanto estava sob o efeito daquela coragem até então inédita.

  A manhã também estava mais linda, com mais cores, eu caminhava feliz e sorrindo pra todos, até que o Zé Artur me chamou:

  – Samuel, vem cá, brother.

  Ele estava no coreto do pátio da escola. Subi as escadas.
 – Tá vendo isso aqui?

 Ele me mostrou uma foto onde aparece eu e o padre Quintiliano aos beijos, no sofá, ainda vestidos.

 Naquele momento eu fiquei paralisado.

Naquele momento eu fiquei paralisado. Parte de mim queria matar aquele imbecil. Outra parte queria descobrir como ele conseguiu aquilo

 Disse-me que desconfiou de eu ter ficado a sós com o padre pelo segundo dia consecutivo e ficou na torre da igreja, de onde pôde fotografar a cena graças a uma simples remoção de uma telha de vidro. Fiquei sem reação, o chão sumiu debaixo dos meus pés, pensei em como meus pais reagiriam, pensei na imagem do padre, pensei em como as pessoas me rejeitariam. Nunca odiei tanto uma pessoa como odiei o Zé Artur naquele instante. Ele tinha um pouco de inveja de mim, mas nunca imaginei que chegaria a esse ponto.

  – Ei, todo mundo! – gritava ele, acenando para as pessoas lá embaixo, que logo se reuniram em volta do coreto – Tenho algo muito sério pra falar pra vocês. A notícia do século.

  –  Por favor, cara, não faça isso. – falei baixo pra ele -  Eu faço o que você quiser.

  ¬– Eu, hein, sai pra lá, tá me estranhando, é? – falou também baixo, lançando-me um olhar de vitória.

  Cecília subiu e se juntou a nós. Rapidamente, ela tomou o celular da mão dele, abriu e destacou o cartão de memória.

  ¬– Ele me contou. Por sorte eu cheguei a tempo de te livrar dessa. – disse Cecília com seu ar de gentilza.

  – Eu tô com muita vergonha. – falei, sem conseguir olhar pra ela.

  Enquanto isso, o aglomerado de pessoas gritavam:

 – Fala, Zé Artur. A gente quer saber!!!

 – Um momento, por favor. – ele respondeu.

 Zé Artur me lançou um olhar de ódio e falou:

  – Como você pode ser tão sortudo, hein, seu babaca?

  Cecília olha pra mim, me encara por alguns segundos, vejo algumas lágrimas escorrer por sua face angelical e imaculada, abre um sorriso doce e me abraça forte, e tudo que consegui fazer foi chorar também, compulsivamente, como uma criança.

  Eu estava sozinho em casa, meus pais foram visitar minha avó materna, na zona rural. A campainha toca. Abro a porta, e na minha frente está ele, com seu sorriso branco brilhante, seu rosto juvenil e resplandecente e, sim, sua batina.

  – A Cecília me falou que seus pais vão demorar de voltar.

   Quintiliano entra em minha casa e eu vejo, na cerca, Cecilia a nos ver. Nós acenamos um para o outro e eu vejo mais uma lágrima escorrer de seu belo rosto

          F      I      M

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